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MIAR Movimento de Intervenção em Animais de Rua. Ass. de proteção animal, com sede em Oeiras.

22/10/2026

Conseguimos, Branquinha! ❤️

Acabámos de resgatar a nossa Branquinha! Foram muitas tentativas, muitos dias de preocupação e aquela angústia de a ver precisar de ajuda sem conseguirmos chegar até ela.

Quem anda nestas andanças sabe que nem todos os resgates se fazem à primeira ou à segunda tentativa. Às vezes, é preciso uma paciência infinita, muita persistência e continuar a acreditar, mesmo quando tudo parece correr mal.

Ela ainda não sabe, mas há muita gente a torcer por ela. E nós estamos tão, tão felizes por finalmente a termos em segurança. ❤️

❤️ OS NOSSOS ADOTANTES SÃO ESPECIAISAo longo destes anos temos tido a felicidade de encontrar adotantes extraordinários....
21/10/2026

❤️ OS NOSSOS ADOTANTES SÃO ESPECIAIS

Ao longo destes anos temos tido a felicidade de encontrar adotantes extraordinários. Pessoas que dão uma oportunidade a animais que, por serem mais velhos, terem uma doença crónica ou simplesmente não corresponderem àquilo que a maioria procura, acabam tantas vezes esquecidos. A Júlia é uma dessas pessoas. E hoje queremos falar-vos dela, da Anabela e de um gato muito especial que alguns de vocês ainda se devem lembrar: o António Augusto.

O António Augusto chegou à MIAR em 2024, depois de ter sido violentamente atacado por outros gatos. Tinha resultados positivos para FIV e FeLV e, antes de chegar até nós, chegaram a ponderar a sua “eutanásia” apenas por ser positivo a FeLV. Sim, leram bem. O António Augusto estava assintomático e, ainda assim, a possibilidade de lhe retirar a vida foi colocada em cima da mesa. Até quando teremos de continuar a lutar contra este preconceito? Até quando um resultado positivo vai continuar a pesar mais do que a própria vida de um animal?

Quem conheceu o António Augusto sabe como era difícil aceitar que a sua vida pudesse ter terminado daquela forma. Era um gato extraordinariamente meigo, brincalhão, cheio de vida e com uma enorme necessidade de companhia. Um animal que tinha tanto para viver e que quase foi privado dessa oportunidade por causa de um resultado positivo.

Foi a Anabela quem o acolheu. E que sorte teve ele! A Anabela foi uma FAT extraordinária, que lhe dedicou tempo, cuidados, paciência e muito carinho. Para ela era o Gugu, e depressa se tornou impossível não gostar daquele gato tão doce e tão desejoso de atenção.

O problema é que a Anabela tinha duas gatas já idosas, pelo que era necessário mantê-los separados. E o Gugu não gostava nada daquela situação. Miava baixinho, tentava abrir a porta e procurava constantemente companhia. A Anabela fazia tudo o que podia para compensar essas limitações, mas sabíamos que ele precisava de uma casa onde pudesse estar perto das pessoas sempre que quisesse.

Durante meses procurámos essa casa. Fizemos apelos, pedimos partilhas, voltámos a publicar. O António Augusto tinha tudo para fazer alguém muito feliz, mas carregava dois resultados positivos que, para demasiadas pessoas, pareciam apagar todas as suas qualidades.

Foi então que apareceu a Júlia, em maio de 2024. E o nosso Gugu passou a ser o Bojack.

A Júlia foi-nos enviando fotografias e contando como estavam a correr as coisas. E era tão bom receber aquelas notícias! O gato que tanto procurava companhia tinha finalmente alguém só para ele. E a Júlia, por seu lado, tinha encontrado um companheiro que rapidamente passou a ocupar um lugar enorme na sua vida.

A ligação entre os dois foi muito especial. Via-se nas fotografias, na forma como o Bojack se aninhava junto dela, na tranquilidade com que dormia, na confiança que tinha naquela pessoa que passou a ser a sua família. Não era preciso perguntar se estava feliz. Bastava olhar para ele.

Foram mais de dois anos juntos. Mais de dois anos de uma vida boa, com cuidados, conforto, brincadeiras, sestas ao sol e, acima de tudo, muito carinho. O Bojack não passou esses anos à espera de adoecer. Passou-os a viver, como qualquer gato deve poder viver.

Em setembro, a sua saúde deteriorou-se gravemente, tendo surgido a suspeita de uma neoplasia. Sabemos que a FeLV está associada a um risco acrescido de determinados tumores, mas também os gatos negativos desenvolvem doenças neoplásicas. Não sabemos se, no caso do Bojack, a infeção teve alguma influência. O que sabemos é que, até então, tinha vivido mais de dois anos com uma excelente qualidade de vida.

O Bojack acabou por falecer. E a Júlia perdeu um companheiro a quem estava profundamente ligada. A dor de uma perda destas não se mede pelo número de anos que passámos juntos. Mede-se também pelo lugar que aquele animal ocupava na nossa vida, pelos hábitos que criámos com ele, pela sua presença nos pequenos momentos de todos os dias. E sabemos que o Bojack deixou um vazio enorme.

É precisamente por isso que esta história merece ser contada. Porque, se em 2024 tivessem avançado com aquela “eutanásia”, o António Augusto nunca teria conhecido a Júlia. Nunca teria tido a oportunidade de viver aqueles anos numa casa onde era tão querido. E a Júlia teria sido privada de uma relação que, apesar de ter terminado cedo demais, lhe deu tanto.

Um gato positivo a FeLV não é um gato à espera de morrer. É um gato que está vivo e que merece viver. Pode permanecer assintomático durante anos, ter uma boa qualidade de vida, criar laços extraordinários com as pessoas e ser tão feliz como qualquer outro. A doença pode vir a manifestar-se, é verdade. Mas quantos gatos negativos, aparentemente saudáveis, não acabam também por desenvolver doenças graves? Nenhum de nós sabe quanto tempo terá com os animais que adota.

E é aqui que entram os nossos adotantes especiais. A Júlia não fez uma adoção por pena. Escolheu o António Augusto, afeiçoou-se a ele, partilhou a vida com ele e esteve presente quando as coisas se tornaram difíceis. Não lhe prometeu uma vida longa, porque ninguém pode fazer essa promessa. Deu-lhe algo muito mais importante: uma vida em que foi amado.

Temos a felicidade de conhecer outras pessoas assim, que não deixam que a idade, uma doença ou um diagnóstico decidam, por si só, o valor de uma vida. Pessoas que sabem que uma adoção pode trazer preocupações e despedidas dolorosas, mas que também sabem quanto podemos receber de um animal a quem damos uma oportunidade. E queremos contar mais histórias destas, porque estes adotantes merecem o nosso reconhecimento.

À Anabela, que acolheu o António Augusto numa fase tão difícil e que foi muito mais do que uma família de acolhimento, obrigada. Sabemos o quanto gostavas do teu Gugu, o cuidado que lhe dedicaste e como desejavas vê-lo feliz numa família definitiva. Também esta história é tua, porque sem o teu trabalho e a tua dedicação talvez nunca tivesse sido possível chegar até aqui.

À Júlia, obrigada por teres escolhido o Bojack e, sobretudo, pela vida que lhe deste. Sabemos o quanto ele signif**ava para ti e gostaríamos muito que tivessem tido mais tempo juntos. Mas também sabemos que, se pudesses voltar atrás, voltarias a escolhê-lo, mesmo conhecendo o desfecho. Porque o amor que partilharam não desaparece com a dor da despedida, nem perde importância por ter durado menos do que desejávamos.

E ao nosso António Augusto, Gugu da Anabela, Bojack da Júlia, f**a a saudade e a alegria de termos conseguido encontrar quem te amasse tanto.

Houve quem, em tempos, achasse que a tua vida podia terminar por causa de um resultado positivo. Ainda bem que não terminou. Havia tanto para viver, tanto carinho para receber e uma Júlia à tua espera, sem que nenhum dos dois soubesse.

E valeu a pena. Cada dia, cada mimo, cada momento que tiveram juntos. ❤️

ALICE. TEMOS NOVIDADES.Lembram-se da Alice, a gata idosa que fomos buscar ao Centro de Apoio ao Animal (CAA) de Oeiras? ...
20/10/2026

ALICE. TEMOS NOVIDADES.

Lembram-se da Alice, a gata idosa que fomos buscar ao Centro de Apoio ao Animal (CAA) de Oeiras? Há dias mostrámos a quantidade impressionante de pulgas que lhe retirámos. Entretanto, continuámos a investigar outros problemas de saúde que nos preocuparam desde que chegou.

A Alice pesava apenas 2,5 kg, tinha diarreia e bebia água de forma quase obsessiva. Fizemos análises e descobrimos que tem hipertiroidismo, uma doença relativamente frequente em gatos idosos, que pode explicar o emagrecimento acentuado, a sede excessiva e as alterações gastrointestinais.

Felizmente, o hipertiroidismo é uma doença que, em muitos casos, pode ser controlada com um comprimido diário e acompanhamento veterinário. A Alice, apesar dos poucos dias em que tem estado ao nosso cuidado, já ganhou 100 gramas e esperamos que, gradualmente, consiga recuperar mais peso.

Entretanto, vamos conhecendo melhor a Alice. É uma gata muito meiga, que procura companhia, dá cabecadinhas e começa a ronronar assim que lhe fazemos festas. E, se dependesse dela, provavelmente passaríamos boa parte do dia nessa atividade.

Quando estiver clinicamente estabilizada, vamos procurar-lhe uma família. Terá de ser alguém disponível para lhe dar a medicação diariamente e assegurar as consultas e análises de controlo. O hipertiroidismo exige alguns cuidados, mas não impede, por si só, que a Alice tenha uma boa qualidade de vida.

Para já, queremos que recupere peso e fique clinicamente estabilizada. A adoção virá depois, com tempo para encontrar alguém que esteja verdadeiramente disposto a cuidar dela. Porque, depois de tudo o que já passou, merece que desta vez as coisas lhe corram bem.

18/10/2026

37 GATOS ESTERILIZADOS. UMA COLÓNIA FECHADA. UMA CONQUISTA QUE MERECE SER CELEBRADA! ❤️

Hoje temos uma excelente razão para celebrar! Uma das nossas voluntárias conseguiu fechar uma colónia com 37 gatos. Meses de trabalho, muitas horas de dedicação e uma persistência admirável para chegar ao último gato por esterilizar.

E há algo que torna esta conquista ainda mais especial. Quando chegou à MIAR, esta voluntária pouco ou nada sabia de gatos. Não tinha experiência em capturas e estava longe de imaginar aquilo em que se ia meter. Mas quis aprender, meteu mãos à obra e, quase sempre sozinha, levou o trabalho até ao fim.

Quem faz capturas sabe o que isto representa. Há gatos que entram na armadilha sem grandes cerimónias e outros que parecem conhecer todos os truques para não entrar. Horas de espera, tentativas falhadas, planos alterados e muita paciência. Agora multipliquem isto por 37!

É assim que se faz a diferença. Não basta esterilizar um gato aqui e outro acolá. É preciso trabalhar uma colónia do princípio ao fim, até que todos estejam esterilizados. Só assim conseguimos interromper o ciclo de reprodução e evitar que continuem a nascer ninhadas nas ruas.

Mas esta conquista também teve um custo pessoal. Houve projetos adiados, compromissos sacrif**ados e muito tempo retirado à sua própria vida. Conhecemos bem esta realidade. Começamos por disponibilizar algumas horas e, quando damos por isso, organizamos os nossos dias, as folgas e até as férias em função dos animais. E também é preciso encontrar tempo para nós.

O mais extraordinário é que, depois de tudo isto, a nossa voluntária confessou ter “nostalgia de capturas”.

NOSTALGIA DE CAPTURAS?! 😂

Estamos a ponderar encaminhá-la para uma consulta de especialidade. A síndrome de abstinência de armadilha ainda está pouco estudada e o caso parece-nos preocupante!

Brincadeiras à parte, estamos profundamente orgulhosos dela. Pelo que aprendeu, pelo que sacrificou e, sobretudo, pelo que conseguiu fazer por aqueles 37 gatos.

Agora, a colónia continuará a ser acompanhada, mas sem novas ninhadas. Os gatos poderão envelhecer no território que conhecem, com cuidados, vigilância e melhores condições de vida.

E é precisamente esse momento que partilhamos hoje: o regresso ao seu território do último dos 37 gatos esterilizados. Para quem vê, pode parecer apenas mais um gato a sair de uma transportadora. Para quem conhece o trabalho que esteve por trás, é uma enorme vitória.

É este o verdadeiro sentido do CED. E é por resultados como este que tanto insistimos na importância de levar o trabalho até ao fim. ❤️

RESGATAR UM GATO É FÁCIL. SOBRETUDO PARA QUEM NUNCA RESGATOU NENHUM.Há quem pense que resgatar um gato é chegar ao local...
17/10/2026

RESGATAR UM GATO É FÁCIL. SOBRETUDO PARA QUEM NUNCA RESGATOU NENHUM.

Há quem pense que resgatar um gato é chegar ao local, metê-lo numa transportadora e levá-lo ao veterinário. Meia horita, com sorte, e ainda sobra tempo para um café.

Estamos a tentar capturar a Branquinha, uma gata que acompanhamos há anos na sua colónia e que está com problemas respiratórios. Precisa de assistência veterinária, mas há um pequeno problema: a Branquinha não sabe que a queremos ajudar. E, por muito boas que sejam as nossas intenções, não podemos esperar que compreenda o que estamos a tentar fazer.

Uma captura pode signif**ar horas de espera, várias deslocações e tentativas falhadas. Há dias em que se regressa a casa sem conseguir absolutamente nada e é preciso voltar a tentar.

E conseguir capturar o gato é apenas uma parte do trabalho. Depois há consultas, exames, tratamentos, deslocações, despesas e um local onde possa recuperar. Tudo isto exige tempo e disponibilidade de pessoas que também têm uma vida para gerir e outros animais a seu cargo.

Por isso, quando recebemos mensagens a dizer “está aqui um gato que precisa de ajuda, é só virem buscá-lo”, f**amos sempre a pensar como seria maravilhoso se as coisas fossem assim tão simples. E sugestões sobre a melhor maneira de fazer o resgate também não costumam faltar, sobretudo de quem nunca passou horas a fazer resgates.

A Branquinha continua no território onde nasceu e cresceu, acompanhada diariamente. Queremos que receba os cuidados de que precisa e que, quando estiver recuperada, possa regressar à sua casa.

A CELESTE GUARDA REFLEXOS DE OURO. E TANTOS ENCANTOS POR DESCOBRIR.A Celeste tem uma daquelas pelagens que guardam surpr...
15/10/2026

A CELESTE GUARDA REFLEXOS DE OURO. E TANTOS ENCANTOS POR DESCOBRIR.

A Celeste tem uma daquelas pelagens que guardam surpresas. À primeira vista, parece quase toda preta, com umas pinceladas de laranja aqui e ali. Mas basta um bocadinho de sol para que o pelo se ilumine de reflexos dourados e acobreados, revelando uma beleza que nem sempre se percebe à primeira vista.

E a Celeste tem muito mais do que uma pelagem bonita. É uma gata meiga, brincalhona, que gosta de companhia e tem uma forma muito própria de demonstrar o seu carinho. Dá beijinhos, distribui lambidelas no nariz e, quando está particularmente satisfeita, rebola-se de barriga para cima, inteiramente convencida de que merece toda a atenção.

Depois há aquele miadinho. Curto, delicado, enternecedor. Como se tivesse sempre qualquer coisa para nos dizer, mas achasse desnecessário fazer um grande discurso. E, convenhamos, tem razão. Há quem consiga dizer muito com muito pouco.

A Celeste continua numa família de acolhimento temporário. Mas falta-lhe uma família que seja verdadeiramente sua, alguém com quem possa partilhar os pequenos rituais de todos os dias, as brincadeiras, os momentos de sossego e, naturalmente, os seus banhos de sol.

Já passaram tantos meses e ainda não apareceu essa família. É difícil compreender porquê, sobretudo quando conhecemos a Celeste e sabemos o quanto tem para oferecer.

Gostávamos muito que alguém olhasse para ela com a atenção que merece. Que descobrisse, para além dos reflexos dourados, a ternura daquela gatinha que se aproxima para dar um beijinho e nos presenteia com um miadinho quase sussurrado.

A Celeste está esterilizada, vacinada e microchipada. Procuramos uma família responsável em Oeiras e concelhos vizinhos, que queira fazer dela parte da sua vida.

📩 [email protected]

14/10/2026

CESARINI, UM ARRUACEIRO EM VIAS DE REFORMA

Quando falamos da importância do CED para a qualidade de vida dos gatos de colónia, não estamos apenas a falar de esterilização. Falamos também de cuidadores atentos, de alimentação regular e adequada, de desparasitações, de vigilância e de cuidados veterinários sempre que necessários.

O Cesarini é um bom exemplo disso.

Até há pouco tempo, o Cesarini parecia ter escolhido a carreira de arruaceiro profissional. Meigo com as pessoas, mas pouco dado à diplomacia com os outros gatos, envolvia-se frequentemente em lutas e arranjava confusões. Apresentava-se magro, com a pelagem em mau estado e aquele ar de quem levava uma vida inteira de batalhas em cima. Um verdadeiro cavalheiro com os humanos, mas com os vizinhos de quatro patas a conversa era outra.

Entretanto, foi desparasitado e esterilizado. E basta olhar para as imagens para perceber a diferença. O Cesarini está mais composto, a pelagem melhorou consideravelmente e aquele ar de veterano de guerra começa a dar lugar ao de um respeitável cidadão da colónia.

Até nas relações com os outros gatos parece estar a fazer progressos. Segundo a cuidadora, está muito mais amistoso e, embora continue a não aparecer todos os dias, há algum tempo que não é visto envolvido numa das suas habituais zaragatas. Não sabemos se abraçou definitivamente a via diplomática, mas, para já, os restantes moradores agradecem.

A esterilização contribui para a redução dos conflitos e das lutas entre gatos, diminuindo também o risco de ferimentos e de transmissão de doenças através de mordeduras. A desparasitação, a alimentação adequada e o acompanhamento dos cuidadores são igualmente fundamentais para a saúde e o bem-estar destes animais.

Uma colónia saudável não é apenas uma colónia onde todos os gatos estão esterilizados. É uma colónia onde existe alimentação regular e adequada, desparasitações periódicas, vigilância diária e acesso a cuidados veterinários sempre que necessário. É uma colónia acompanhada por cuidadores que conhecem os animais, identif**am alterações na sua condição física ou comportamento e intervêm quando alguma coisa não está bem.

O Cesarini continua no território que conhece, com as suas rotinas e os seus cuidadores. A diferença é que agora apresenta uma condição física muito melhor e, aparentemente, descobriu que é possível conviver com os vizinhos sem lhes declarar guerra.

Não garantimos que a reforma da carreira militar seja definitiva. Mas, por enquanto, o Cesarini parece bastante satisfeito com a vida civil.

O sucesso do CED não se mede apenas pelas ninhadas que deixam de nascer. Mede-se também pela qualidade de vida dos gatos que continuam nas suas colónias.

🌈💚𝐐𝐮𝐞𝐦 𝐝á 𝐜𝐨𝐫 𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬 𝐨𝐥𝐡𝐨𝐬💚🌈Resgatadas pela MIAR no dia 27 de maio de 2026. Têm tudo para serem a companhia ideal de um...
12/10/2026

🌈💚𝐐𝐮𝐞𝐦 𝐝á 𝐜𝐨𝐫 𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬 𝐨𝐥𝐡𝐨𝐬💚🌈

Resgatadas pela MIAR no dia 27 de maio de 2026. Têm tudo para serem a companhia ideal de uma família, mas parecem ser invisíveis aos olhos de todos.

Resgatamos animais é para lhes dar uma vida plena, só assim vale a pena fazê-lo. Não resgatamos animais para estarem eternamente em situação precária e é isso que estes, já longos, seis meses estão a fazer com a CELESTE e a MARGARIDA.

Duas gatas lindas, de quem tão bem temos cuidado, gatas meigas, socializadas, gatas encantadoras que continuam a fugir aos olhos de todos.

São gatas singulares, como todos os gatos, aqui não há “cromos” repetidos. Cada gato, ainda que de aspeto comum, tem o seu feitio particular, as suas artes favoritas, os seus engenhos únicos.

O que se passa para que nenhuma família queira ver a cor da alegria nos olhos da CELESTE e da MARGARIDA?

Estas duas deliciosas gatinhas precisam de uma família para toda a vida, uma família temporária não lhes pode dar a segurança e o território de que precisam para viverem felizes.

📍 Oeiras e concelhos vizinhos
✉️ [email protected]

11/10/2026

ÀS ASSOCIAÇÕES EXIGE-SE TUDO. AOS SERVIÇOS PÚBLICOS, NEM O BÁSICO?

Há muita gente que se indigna com as perguntas que as associações fazem a quem pretende adotar um animal. Queremos saber onde vai viver, em que condições e se quem o leva está preparado para assumir a responsabilidade. Uma afronta, pelos vistos. Afinal, queremos dar os animais ou estamos a fazer entrevistas de emprego?

E quando não gostam das perguntas, há quem vá buscar um animal a um Centro de Recolha Oficial (CRO), onde, nos casos que conhecemos, o processo de adoção parece funcionar como uma ida ao supermercado. Escolhe-se, leva-se e não se fazem grandes perguntas. Com a vantagem de nem sequer ser preciso passar pela caixa.

Entretanto, as associações, que sobrevivem essencialmente de donativos e do trabalho de voluntários, entregam os animais desparasitados, testados, identif**ados com microchip, esterilizados e tratados quando necessário. E ainda têm o descaramento de pedir uma contribuição que cobre uma ínfima parte das despesas. Realmente, que falta de vergonha.

Agora imaginemos que uma associação entregava um gato cheio de pulgas, sem te**es ou com problemas de saúde por resolver. A indignação seria imediata e os especialistas de Facebook não tardariam a aparecer. Mas quando quem entrega o animal é um serviço municipal, financiado com dinheiro público, parece que a exigência se evapora.

Falemos então do CAA, de onde vieram a Alice, o Mickey e o Adolfo. Os dois últimos chegaram doentes. O Mickey, como quem acompanha a nossa página sabe, morreu apenas dois dias depois de o termos ido buscar e levado imediatamente para o hospital.

Quanto à Alice, basta ver o vídeo. Aquilo que ficou no pente depois de o passarmos pelo seu pelo é uma amostra da infestação de pulgas com que chegou. Veio também sem te**es, mas, neste momento, temos preocupações bastante mais urgentes.

E não, não há justif**ação para um animal sair de um CRO com doenças identif**adas sem que lhe tenham sido prestados os cuidados veterinários necessários. Mas uma coisa é uma doença que exige diagnóstico e tratamento, outra é uma infestação de pulgas, cuja resolução não exige uma equipa de investigadores nem tecnologia de ponta. Basta assegurar uma desparasitação adequada, um dos cuidados mais básicos que se pode prestar a um animal. Será assim tão difícil?

O mais preocupante é que se entreguem animais gratuitamente, sem procurar saber minimamente a quem, sobretudo quando nem sequer foram assegurados os cuidados necessários à sua saúde. Quem os leva pode descobrir, já em casa, que afinal aquele animal precisa de consultas, exames e tratamentos. E se não estiver disposto a assumir essas despesas? Se nem houve o cuidado de avaliar quem o ia receber, que garantias existem de que não será novamente abandonado ou descartado? É uma combinação particularmente perigosa: facilitar a entrega de animais sem garantir que estão bem e sem procurar saber se quem os recebe está preparado para cuidar deles.

É por isso que as associações fazem perguntas. Não para dificultar adoções, mas porque a responsabilidade não termina quando o animal sai pela porta. E porque os animais não são mercadoria para despachar, muito menos números para apresentar em relatórios.

A diferença é simples: uma adoção bem-sucedida não é aquela em que o animal sai mais depressa. É aquela em que não precisa de voltar.

Mas continuem a indignar-se com as perguntas das associações. Pelos vistos, exigir responsabilidade a quem adota é um escândalo. E exigir aos serviços públicos o mesmo rigor que se exige às associações já parece ser pedir demasiado.

Que a idade não esconda a Alice ❤️🥹A Alice estava no CAA, à espera de adoção. Temíamos que acabasse por passar os seus d...
10/10/2026

Que a idade não esconda a Alice ❤️🥹

A Alice estava no CAA, à espera de adoção. Temíamos que acabasse por passar os seus dias invisível num local onde os adotantes procuram tantas vezes os mais jovens e os mais “bonitos”.

Não conseguimos f**ar indiferentes a uma gatinha idosa, tão frágil e sedenta de atenção, sobretudo depois da tragédia do Mickey. E a Alice é meiga que dói. Quase não conseguimos tirar-lhe fotografias porque vem logo ter connosco para dar cabeçadinhas, fazer patinhas e ronronar. É pequenina e está muito magra; sentem-se os ossinhos da coluna.

Está connosco, vai ser observada e fazer análises. Vamos tentar que recupere fisicamente e ganhe peso. Quando estiver preparada, procuraremos mais uma família adotante especial, como as famílias que já adotaram connosco outros animais séniores sem pensar duas vezes.

Endereço

Oeiras
2780-200

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