11/05/2026
Queria ser feliz que nem um cão.
Passo a explicar.
Na semana passada fui até à Figueira da Foz fotografar a Maria Francisca, a Bianca e a Maria Antónia. Não foi uma sessão como as outras.
As duas séniores da família estão numa corrida contra o tempo. A família delas achou que era a altura certa para as eternizar - enquanto ainda há tempo para isso.
Não as conhecia de lado nenhum. Mas a conexão foi instantânea. Em duas horas percebi as relações entre cada membro da família, quem era mais apegado a quem, as dinâmicas, as histórias - as boas e as menos boas. Falámos sem parar sobre o que mais amamos: os nossos cães.
E testemunhei, mais uma vez, um amor sem fim.
Enquanto nós, humanos, nos afogávamos numa onda de melancolia - a sofrer por antecipação a partida de quem mais amamos - a Maria Francisca e a Bianca estavam simplesmente felizes na praia. Presentes. Inteiras. (A Maria Antónia, bebé do grupo, sempre ligada à tomada 🤪)
Para eles, desde que estejam com quem amam, está tudo bem. O resto é paisagem - excepto, talvez, biscoitos.
Não sofrem como nós sofremos. E amam mais genuinamente do que nós alguma vez amámos.
Há qualquer coisa de sagrado nisso.
É um privilégio trabalhar com cães.
Que bela profissão que tenho. 🤍
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❗️Estas imagens não são edições finais, mas sim previews que enviei junto com a galeria de seleção. Nas edições finais, fazemos remoção de trela, entre outros pormenores.
A agenda de maio e junho está aberta para sessões com a Springer Pet Photography. Mais informações no link da bio 🤍