08/07/2020
O condicionamento físico não deve ser só feito pelos animais, principalmente em actividades em que existe grande participação do humano.
A necessidade de um plano de condicionamento adequado existe devido a diversos factores... Hoje falamos sobre um "invisível".
As lesões ocorrem quando a tolerância dos tecidos é excedida pela carga de treino, logo, a chave para bons resultados é corrigir os défices de capacidade existentes.
O grande desafio é que estes défices tipicamente passam despercebidos até à ocorrência da lesão, sendo depois "descobertos" quando se faz a avaliação para reabilitação.
Os défices de força não são facilmente perceptíveis, principalmente por pessoas sem "visão clínica"... Sendo, por isto, muitas vezes chamados de "invisíveis".
Todos os indivíduos que praticam corrida devem ter como grande objectivo aumentar a capacidade dos tecidos e evitar "surpresas" causadas pelos défices de força. Isto pode ser alcançado através do trabalho consistente de resistência (elevada) de todos os músculos envolvidos na cadeia cinética de corrida (Solhar, gastrocnémios, adutores, abdutores, quadricipete e hamstrings)
Idealmente, o programa deste trabalho deve incluir exercícios em apoio unipodal, com o objectivo de focar algum défice de força de algum grupo muscular que possa existir, défices esses que podem passar mais despercebidos em exercícios com apoio bipodal.
É importante salientar que qualquer praticante de corrida VAI ter défices de força nos músculos chave de corrida (levando muitas vezes a queixas típicas)... Por isso, é importante trabalhar proactivamente para os minimizar, sendo desta forma importante existir um trabalho adequado de preparação para a actividade, assim como nos cães.