União Zoófila

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União Zoófila A acolher, recuperar e encaminhar cães e gatos para adopção desde 1951. Ajuda-nos❤️
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Donativos podem ser depositados na conta com o IBAN PT50 0033 0000 0058 0204 22356 - Banco Comercial Português

O abrigo da União Zoófila estará encerrado ao público nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, mas as rotinas internas com os animais e as atividades voluntárias serão realizadas normalmente.

Conhecê-los é ver a passagem do tempo neles. O tempo que passa, conhecê-los durante anos a fio, não é doloroso. Doloroso...
20/10/2026

Conhecê-los é ver a passagem do tempo neles. O tempo que passa, conhecê-los durante anos a fio, não é doloroso.
Doloroso é ter a consciência que a cada ano que se soma, num piscar de olhos, menores são as oportunidades de terem uma casa, menor é a probabilidade de que não morram ali.
Doloroso é o dia em que o percebemos, quando os pares que sempre conhecemos f**am sozinhos, quando um dia reparamos melhor nos pêlos brancos, na dificuldade em andar, na forma como o passeio abranda.
O Rafeirinho já tem 11 anos. Passou metade da vida connosco e a outra metade na negligência, em Arruda dos Vinhos.
Vai agora também fazer um ano que perdeu o seu companheiro, Paulinho.
Talvez tenha sido o ano mais solitário da sua vida, o primeiro em que não teve o Paulinho a seu lado.
O Paulinho morreu sem saber o que era uma casa. Isso é algo que dói todos os dias e um lembrete que paira na memória sempre que olhamos para o Rafeirinho. É uma possibilidade bastante presente que seja também esse o seu destino.
O Rafeirinho é um cão amoroso, que nos cumprimenta com um característico dentinho de fora. Extremamente guloso e que faz a festa com qualquer bocadinho de comida. É um apreciador de sestas profundas a qualquer hora do dia, de preferência nas posições mais estranhas e com metade da língua de fora.
Conhecer o Rafeirinho é paixão na certa.
Por isso procuramos alguém disposto a conhecê-lo, alguém disposto a render-se completamente ao cãozinho especial que é, alguém que possa tornar realidade o nosso sonho de ver o Rafeirinho numa casa.
Se pensam poder ser este alguém, não hesitem.
O Rafeirinho vai continuar à espera, como nos últimos 7 anos, e nós vamos continuar a olhar para ele e a pedir que os nossos desejos se tornem realidade, que ele possa conhecer mais que a box onde vive.
Desejamos profundamente que o Rafeirinho saiba que existe mais. Desejamos profundamente que a vida dele não seja só isto.
Desejamos profundamente que o Rafeirinho não morra nesta box.

Rafeirinho: http://www.portugalzoofilo.net/minisites/pz/ficha_cao.jsp?inst_id=13&animal_id=14407&origem=pesquisa&navigation=null

ADOTA: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdPnGkQ2ksr6b7TsC5ph95jWoHor_QBKDIeeS6fWh58Pi17xw/viewform

A história do Arkyn é uma história triste. Um gato extremamente afetuoso com pessoas, que, na rua, era pontapeado por um...
17/10/2026

A história do Arkyn é uma história triste. Um gato extremamente afetuoso com pessoas, que, na rua, era pontapeado por uma senhora que não queria a sua presença. Mais um gato, mais uma história de crueldade que, infelizmente, continua a fazer parte da realidade deste país.

O Arkyn chegou ao abrigo com uma enorme vontade de estar com pessoas e emoções que mal consegue conter. Procura incessantemente a atenção humana, os mimos, a proximidade. Mas há uma coisa que não suporta. Ter de disputar este carinho com os outros gatos. Rodeado por tantos outros gatinhos, vive num estado permanente de tensão, que acaba também por se refletir nos que o rodeiam.

Temos tentado encontrar uma solução. Já passou longos períodos na enfermaria, afastado dos outros gatos, mas viver numa box não é vida para nenhum animal. Tentámos devolvê-lo ao gatil, na esperança de que a situação melhorasse, mas o stress regressa, acompanhado de patadas e grunhidos sempre que algum gato se aproxima. E o Arkyn continua ali, sem conseguir encontrar a tranquilidade de que tanto precisa.

Quem o visita vê, muitas vezes, o nervosismo antes de conseguir descobrir o gato que existe para lá dele. E é isso que torna esta situação tão difícil. O Arkyn é um gato maravilhoso, mas o ambiente em que vive não lhe permite mostrar o melhor de si. Não precisa de aprender a gostar de outros gatos, nem de se habituar a dividir atenções. Precisa de uma casa onde possa ter os seus humanos só para si.

O Arkyn é um gato amarelo e sabemos que isso pode despertar muitas vontades de adoção. Mas pedimos que não se deixem levar pelo impulso. A adoção dele tem de ser muito ponderada. O Arkyn precisa de uma família sem outros animais, com tempo, paciência e muita disponibilidade para lhe dar a atenção de que tanto precisa.

Queríamos que o Arkyn pudesse descobrir como é viver sem tantos gatos à sua volta, sem ter de disputar cada miminho, e sem passar os dias em sobressalto. Que pudesse ter os seus humanos só para si, como tanto gosta, e que, com o tempo, deixasse de sentir que tem de lutar por aquilo que mais procura.

Arkyn: http://www.portugalzoofilo.net/minisites/pz/ficha_gato.jsp?inst_id=13&animal_id=18963&origem=pesquisa&navigation=off

ADOTA: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeveb41VBOMj6-xhyNfwjM72cmI9ds2TLrQZxydCbPeqLhtWQ/viewform

Foi no final de agosto que nos chegou um pedido que nos apertou o coração. Uma mãe com onze bebés acabados de nascer, nu...
14/10/2026

Foi no final de agosto que nos chegou um pedido que nos apertou o coração. Uma mãe com onze bebés acabados de nascer, num bairro social. Onze vidas que mal tinham começado e que, sem o saberem, já dependiam da sorte para terem um futuro diferente.
Em julho, fizemos um apelo pelos bebés que tínhamos para adoção. Muitos continuavam à espera. Eram, diziam-nos as visitas, “bebés demasiado grandes”. Estes ainda não são. Têm dois meses. Estão na idade em que tudo é descoberta, em que o mundo ainda é um lugar novo e todas as mãos parecem prometer uma vida inteira de amor. Estão prontos para ir para casa. E precisam de o fazer antes que o tempo lhes roube aquilo que hoje ainda os torna irresistíveis aos olhos de quem procura um cão bebé.
Desde o nosso último apelo, contamos pelos dedos das mãos os bebés que conseguiram sair. Continuamos com dezenas à espera. Dezenas de vidas suspensas, para as quais só podemos pedir que a sorte chegue a tempo. Que alguém os veja. Que alguém escolha f**ar. Que não tenham de aprender tão cedo que crescer, para um cão num abrigo, pode signif**ar passar despercebido.
Prevemos que sejam de porte médio e procuramos famílias que compreendam verdadeiramente o compromisso que é adotar. Não são surpresas, prendas de aniversário ou recompensas por boas notas. Vão roer chinelos, fazer asneiras, estragar móveis e talvez ladrar quando f**arem sozinhos. Vão crescer, envelhecer e, um dia, precisar de cuidados que não podemos prever. Não procuramos quem espere deles uma vida perfeita. Procuramos quem esteja disposto a acompanhá-los em todas as fases dela.
Porque os bebés crescem. E o amor que hoje tantas pessoas dizem procurar não devia ter prazo de validade. Que estes onze bebés encontrem uma família antes de se tornarem, também eles, “bebés demasiado grandes”.

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Voluntários. O coração da União Zoófila.Os olhos de tudo o que acontece no Abrigo. O remo, o leme, a bússola. Tudo aquil...
10/10/2026

Voluntários. O coração da União Zoófila.
Os olhos de tudo o que acontece no Abrigo. O remo, o leme, a bússola. Tudo aquilo que nos permite continuar a avançar.
Temos pouco mais de 25 funcionários, que diariamente fazem um trabalho extraordinário pelos nossos animais. Os voluntários complementam-no. E, embora seja um trabalho suplementar, é indispensável. Sem eles, uma parte essencial deste projeto simplesmente não seria possível.
O trabalho no terreno, os transportes para os hospitais, as adoções, os apadrinhamentos, as campanhas, os eventos e todas as tarefas de bastidores. Há muito que se faz na União Zoófila graças a pessoas que escolhem não se limitar a pedir ajuda. Escolhem ser a ajuda. Que oferecem uma parte do seu tempo a quem, tantas vezes, já perdeu quase tudo.
Neste momento, sentimos uma enorme falta de voluntários no canil. É verdade que têm surgido cada vez mais pessoas disponíveis para fotografar, filmar e dinamizar iniciativas connosco. E ainda bem. Mas, enquanto crescem estas oportunidades, diminuem aqueles de que mais precisamos no dia a dia. Os voluntários que estão no terreno, junto dos nossos cães.
E o trabalho no terreno não é fácil. Talvez seja das partes mais duras de tudo aquilo que fazemos. No verão, o calor torna-se quase insuportável e o alcatrão parece devolver-nos o dobro da temperatura. No inverno, são horas de chuva, até já não haver roupa nem pele que não estejam encharcadas.
Mas a verdade é que nada custa tanto como vê-los partir sem que tenhamos conseguido mudar o seu destino. Custa dar tudo por eles, enfrentar o sol e a chuva, adiar planos e colocar tantas vezes a nossa vida em suspenso para proporcionar a cada um deles mais cinco minutos de recreio. E, no fim, ter de aceitar que alguns continuarão a morrer no abrigo, sem nunca terem sido vistos por quem os poderia ter escolhido.
Depois, há os outros momentos. Aqueles que nos lembram porque continuamos. Ver um cão chegar destroçado e, um dia, abanar timidamente a cauda, porque finalmente se sente seguro para baixar a guarda. Ver quem perdeu tudo partir para os primeiros passeios com uma nova família. Receber fotografias deles em casa, a ocupar o lugar que sempre mereceram ter.
E uma coisa podemos garantir. Os momentos bons compensam tudo o que custa.

Neste momento, precisamos muito de voluntários para o canil da União Zoófila. Pessoas com sentido de compromisso, que compreendam que a sua presença faz a diferença e que não desistam perante as primeiras dificuldades. Precisamos, em particular, de quem possa assegurar os turnos entre as 14h e as 20h.
Precisamos de pessoas que sejam os nossos olhos quando não conseguimos estar em todo o lado. Que vejam os cães para lá das grades, que conheçam as suas particularidades, que lhes ofereçam tempo, cuidado e presença. Que os ajudem a não passar despercebidos, dia após dia, à espera de uma oportunidade.
Precisamos de voluntários que se tornem parte da vida deles. Porque, enquanto não chega uma família, ser voluntário também é ser família.

Sabe mais sobre o voluntariado no seguinte link: https://www.uniaozoofila.org/en/ajudar/voluntariado-e-fat/

A Miúda tinha acabado de fazer 10 anos quando chegou até nós. Tinha uma casa, tinha uma família, tinha tudo aquilo que u...
07/10/2026

A Miúda tinha acabado de fazer 10 anos quando chegou até nós. Tinha uma casa, tinha uma família, tinha tudo aquilo que um cão pode desejar. Durante 10 anos, deu amor incondicional e teve uma família ao seu lado. Mas ninguém f**a jovem para sempre e a Miúda também não foi exceção. Quando chegou a sénior, começaram a surgir algumas complicações nos ouvidos e, de repente, os 10 anos de amor que tinha dado já não foram suficientes para que pudesse continuar em casa. Queriam eutanasiá-la. O motivo? Estava velha e precisava de alguns cuidados de saúde.

A Miúda acabou por chegar até nós e vive agora numa box de canil, juntamente com mais quatro cães. E, apesar de tudo o que lhe aconteceu, continua a ser simplesmente perfeita. É uma senhora muito confiante e carente, que sabe exatamente aquilo que quer e faz questão de o deixar bem explícito: festinhas, e muita atenção. Quando sai para o recreio, segue-nos para todo o lado, encosta-se às nossas pernas, esfrega a cabeça em nós e abana a caudinha sem piedade nenhuma. É claramente um dos momentos mais felizes do dia dela, porque a Mimi, como é conhecida pelos mais íntimos, adora estar acompanhada.

É muito sociável com pessoas e outros cães, adora passear e, se depender dela, quanto mais tempo melhor. A Miúda tem uma personalidade que não passa despercebida. É daquelas cadelas que chegam, escolhem a pessoa de quem querem atenção e tratam de a conquistar. No recreio, há pouco que lhe escape. Se estamos por perto, ela está connosco. Se paramos, encosta-se. Se lhe fazemos festas, quer mais. E se tentamos ir embora, lá vem ela atrás de nós, como quem diz que ainda não acabou.

É uma cadela cheia de vida, de personalidade e de vontade de estar com pessoas. E talvez seja isso que torna ainda mais difícil olhar para a box e pensar que é ali que ela passa os dias. O canil não é uma casa. É um lugar de passagem, onde esperamos que cada cão fique apenas até aparecer alguém disposto a recebê-lo na sua vida. Mas a Mimi está aqui há quase 10 meses.

Há 10 meses que uma menina que já teve uma casa, uma família e 10 anos de amor vive numa box. Uma menina que não devia estar a contar os dias atrás de umas grades, mas sim a passar os seus dias num sofá, a passear, a receber festas e a envelhecer ao lado de alguém que não desista dela só porque ficou mais velha.

A Mimi já teve tudo e perdeu-o. Agora só precisa que alguém lhe dê uma segunda oportunidade e lhe mostre que os seus 10 anos não foram o fim da sua história. Porque ela ainda tem tanto amor para dar. E nós só queremos que, desta vez, ela encontre uma família que fique. Para sempre.

Miúda: http://www.portugalzoofilo.net/minisites/pz/ficha_cao.jsp?inst_id=13&animal_id=18864&origem=pesquisa&navigation=null #

ADOTA: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdPnGkQ2ksr6b7TsC5ph95jWoHor_QBKDIeeS6fWh58Pi17xw/viewform

Todos os dias começamos do zero.Todos os dias, quinhentos pequeninos corações batem nesta associação. Quinhentas vidas q...
04/10/2026

Todos os dias começamos do zero.

Todos os dias, quinhentos pequeninos corações batem nesta associação. Quinhentas vidas que precisam de comida, cuidados e amor. Mas depois destes quinhentos, vêm outros mil. E mais dois mil. E a verdade é que não conseguimos salvar o mundo sozinhos. Talvez essa seja a parte mais difícil de aceitar. Enquanto não mudarmos a forma como olhamos para os animais, haverá sempre outro à nossa espera. Noutra rua. Noutra caixa. Em cada esquina. No nosso portão.

O problema começa muito antes do abandono. Começa quando não se esteriliza porque “não queremos”. Quando se deixa nascer mais uma ninhada sem pensar no destino de cada vida. Quando se adota por impulso, sem ponderar o que signif**a ter um animal durante toda a sua vida. Quando tudo parece fácil enquanto é pequeno, saudável e divertido, mas deixa de o ser quando surge um problema de comportamento ou quando uma ida ao veterinário se transforma numa conta maior do que esperávamos. Porque, tantas vezes, quando a realidade deixa de ser conveniente, espera-se que alguém apareça para resolver. E esse alguém acaba, quase sempre, por ser uma associação.

Hoje é o Dia do Animal. E talvez devêssemos perguntar-nos se, num mundo verdadeiramente justo para eles, este dia seria sequer necessário. Porque não deveria ser preciso um dia para nos lembrarmos da importância da vida deles. De que amor não é querer enquanto é fácil. De que cuidar não é apenas alimentar, brincar e dar carinho. Cuidar é assumir. É prever. É estar quando é difícil. É compreender que uma vida que escolhemos trazer para a nossa casa passa a ser, para sempre, nossa responsabilidade.

Na União Zoófila, tentamos todos os dias mudar o destino daqueles que chegam até nós. Mas este trabalho parece não ter fim. Não porque os animais precisem de nós para sempre, mas porque continuam a chegar novos animais que nunca deveriam ter precisado de uma associação. É infinito porque continuamos a produzir abandono, ninhadas indesejadas e animais sem ninguém. E por trás de cada animal que acolhemos estão pessoas que dão o seu tempo, as suas mãos, a sua energia e, muitas vezes, aquilo que já não tinham para dar. E é brutalmente injusto esperar que sejam sempre as mãos dos outros a reparar aquilo que nós, enquanto sociedade, continuamos a criar.

Por isso, talvez hoje não seja dia de celebrar. Talvez seja um dia para cada um de nós perguntar o que está disposto a fazer para que as associações deixem, um dia, de ser tão necessárias. Esterilize. Pense antes de adotar. Não abandone. Assuma as despesas, os anos, as dificuldades e a responsabilidade. E, se puder, faça mais. Apadrinhe, doe, seja voluntário, partilhe, eduque. Faça parte da solução. Porque salvar animais não pode ser sempre uma tarefa que entregamos às mãos de quem já está a tentar salvar tantos.

Hoje, escolha uma forma de estar por eles. Não apenas por um dia. Não apenas quando aparece uma fotografia que nos parte o coração. Mas enquanto for preciso. Porque enquanto as mentalidades não mudarem, haverá sofrimento em cada esquina. E nós continuaremos a lutar por cada um deles. Mas não podemos, nem devemos, fazê-lo sozinhos.

Como ajudar:
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Há cães que chegam até nós e acabam por fazer do nosso abrigo a única casa que conheceram. O Narciso vive connosco desde...
01/10/2026

Há cães que chegam até nós e acabam por fazer do nosso abrigo a única casa que conheceram. O Narciso vive connosco desde 2013. Chegou há tantos anos que já não nos lembramos do nosso abrigo sem ele. Agora, cada vez mais, o tempo começa a notar-se nele.

É por ele que voltamos a fazer o nosso evento anual, Ser Velho é Ser Bonito. E por todos os cães e gatos que, como o Narciso, foram envelhecendo connosco, muitas vezes sem nunca serem verdadeiramente vistos. Cães e gatos que passaram tantos anos à espera, mas que, ainda assim, aguardam. Cada dia que passa. Talvez por um milagre.

No dia 11 de outubro, cerca de 70 cães, entre os 10 e os 19 anos, vão estar connosco na Quinta das Conchas. O Narciso será a cara desta manhã, mas esta celebração é de todos eles. Uma manhã para parar, olhar para estes cães e lembrar que a idade não torna menor o amor que ainda existe para dar. Quem sabe se não é precisamente nessa idade que ele se torna mais bonito.

Ser Velho é Ser Bonito. Dia 11 de outubro, das 10h às 12h30. Venham conhecer o Narciso e todos os outros séniores que esperam, há demasiado tempo, por serem vistos. 🧡

Neste Dia Nacional da Sustentabilidade, queremos partilhar um projecto que nos enche de orgulho: há um ano, dávamos iníc...
25/09/2026

Neste Dia Nacional da Sustentabilidade, queremos partilhar um projecto que nos enche de orgulho: há um ano, dávamos início a uma das obras mais marcantes da história recente da União Zoófila, a instalação do nosso sistema de painéis solares. Hoje, celebramos um ano de produção solar, e queremos contar esta história, porque acreditamos que pode inspirar outros a seguir o mesmo caminho.

Tudo começou quando o Dan, da Filantropia Solar (https://filantropiasolar.pt/), nos trouxe a ideia de oferecer uma dezena de painéis solares. O Dan talvez soubesse da nossa necessidade de reduzir custos, já que vivemos da generosidade de quem nos apoia. Mas não sabia da limitação que vivíamos todos os dias: a rede pública fornece-nos pouca potência, e isso condicionava tudo, desde os banhos terapêuticos dos cães até à utilização das máquinas de lavar. Foi essa realidade que levámos ao Dan, e foi dessa conversa, em conjunto, que nasceu algo muito maior do que qualquer um de nós imaginava: painéis e gestão, produção e inteligência, de mãos dadas. Comprometemo-nos a desenvolver o nosso próprio sistema de gestão de energia, e a Filantropia Solar respondeu com uma generosidade imensa, 30 painéis solares.

Da nossa parte, uma pequena equipa de voluntários com formação em engenharia e em energia, dedicou mais de 600 horas à construção de algo verdadeiramente extraordinário. O que começou como um sistema de gestão energética tornou-se um sistema de gestão técnica centralizada, com mais de 800 sensores e cerca de 100 equipamentos que não se limitam a ser monitorizados: estão integrados, e muitos operam-se a si mesmos, de forma autónoma, a partir deste cérebro que hoje pulsa por trás de cada canto da UZ. É o braço invisível que cuida de nós enquanto cuidamos deles. E todo este trabalho, do primeiro ao último minuto, foi doado à União Zoófila pela sua equipa de voluntários.

Em Setembro de 2025, os 30 painéis solares foram finalmente instalados nas coberturas do abrigo. A potência da rede pública continua a ser a mesma de sempre. O que mudou foi a nossa capacidade de produzir e de gerir essa energia com inteligência, e com produção e gestão de mãos dadas, deixámos de correr para o quadro eléctrico sempre que este disparava.

Foi este equilíbrio que nos permitiu, com o apoio incansável de mecenas e benfeitores, avançar passo a passo e transformar a vida de quem cuidamos e de quem cuida:

- Instalámos ar condicionado em ambas as enfermarias, na sala de acolhimento e num compartimento técnico dedicado. Onde antes as temperaturas ultrapassavam facilmente os 35 graus no interior, hoje podemos finalmente cuidar do bem-estar dos animais em convalescença e das pessoas que, todos os dias, ali trabalham por eles.

- Substituímos os velhinhos painéis manuscritos onde registávamos a medicação de dezenas de animais por um dashboard actualizado em tempo real, muito mais intuitivo e fácil de consultar.

- Instalámos três máquinas de lavar roupa de grande capacidade, libertando os nossos voluntários de uma tarefa árdua que, ao longo de quase 75 anos, foi feita quase sempre à mão, debaixo de sol ou chuva, frio ou calor, contribuindo também para a redução da factura de água.

- Levámos água quente à enfermaria dos gatos, que até então era aquecida numa pequena chaleira.

- E preparamo-nos agora para renovar os equipamentos de produção de água quente da enfermaria dos cães e do balneário, aumentando a capacidade de armazenamento sem aumentar a potência instalada.

Um ano depois, os números contam uma história de que nos orgulhamos profundamente:

- Mais de 2000 euros poupados em energia
- 6,5 toneladas de carvão poupadas
- 7,5 toneladas de CO2 que não foram emitidas para a atmosfera
- O equivalente a 11 árvores plantadas
- 85 kWh diários produzidos no pico, o suficiente para os dias de maior consumo do abrigo
- 16 MWh de energia produzida, dos quais aproveitámos directamente cerca 70%
- 50% de autosuficiência energética

Nada disto teria sido possível sem o Dan e toda a equipa da Filantropia Solar, que acreditaram numa ideia e a viram crescer muito além do que imaginaram. Nada disto teria sido possível sem os mecenas e benfeitores que compreenderam o alcance desta iniciativa e caminharam connosco. E nada disto teria sido possível sem os voluntários que, com o seu tempo, o seu conhecimento e o seu coração, transformaram uma ideia numa realidade que hoje cuida, todos os dias, dos cerca de 600 cães e gatos que esperam por nós na União Zoófila.

A todos vós, o nosso obrigado mais profundo. Que este seja apenas o primeiro de muitos anos de sol. 🧡

A Joaninha está connosco desde os seus 5 meses de idade. O tempo passa e nem damos por ele. Para nós, ela continua a ser...
23/09/2026

A Joaninha está connosco desde os seus 5 meses de idade. O tempo passa e nem damos por ele. Para nós, ela continua a ser uma bebé. Mas não é. E, quase sem darmos conta, 6 anos se passaram desde que entrou no nosso abrigo. Somos a única casa que alguma vez conheceu.

Quando chegou, era uma gatinha muito assustada, com medo das pessoas. E é compreensível. O mundo na rua pode ser um lugar assustador e não sabemos pelo que terá passado. Com o tempo, e muito devagarinho, foi ganhando confiança. Começou a mostrar-se curiosa, a aproximar-se sempre que havia um snack líquido em jogo e, aos poucos, foi-nos permitindo conhecer a gata que existia para lá do medo.

Adora f**ar a olhar pela clarabóia do gatil para ver os pombos que passam. É a sua televisão particular. Mas, acima de tudo, adora os outros gatos. Até há quase um ano, tinha a Selena como a sua grande amiga. Depois de mais de 12 anos no abrigo, a Selena finalmente encontrou a sua família. Não podíamos prender a Selena à Joaninha e, por isso, a Joaninha acabou por perder a sua companheira.

Neste momento, não tem ninguém especial. Mas não é por falta de tentativas. Anda sempre a cumprimentar os outros gatos com as suas turrinhas, numa procura silenciosa por uma nova companhia especial.

Connosco está cada vez mais destemida. Já deixa fazer festas, quando conhece a pessoa, ao longo de todo o corpo, e encaracola a cauda até quase tocar na cabeça. Continua a ser uma menina receosa, que precisa de alguém com muita paciência, que lhe dê o tempo de que precisa para deixar cair, pouco a pouco, as últimas reservas e mostrar todo o amor que tem para dar. A personalidade que nós sabemos ser extraordinária.

Acima de tudo, a Joaninha precisa de um companheiro que goste tanto dela como ela gosta dos outros gatos. Porque, depois de seis anos, está na altura de conhecer uma casa que seja, finalmente, sua para sempre. 🧡

Joaninha: http://www.portugalzoofilo.net/minisites/pz/ficha_gato.jsp?inst_id=13&animal_id=14665&origem=pesquisa&navigation=off

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