16/07/2026
Visitamos o Centro do Rio de Janeiro com uma historiadora e, sentadas no Paço Imperial, ouvimos uma narrativa maravilhosa sobre a Independência do Brasil. Uma narrativa feminina de uma Independência também contada a partir das mulheres.
A começou dizendo que, para ela, o verdadeiro dia da Independência não é apenas 7 de setembro, mas também 2 de julho. Foi em 2 de julho de 1823 que as tropas portuguesas foram expulsas da Bahia, consolidando uma etapa fundamental do processo de Independência do Brasil.
E por que essa data não ganhou o mesmo vulto do 7 de setembro? O 2 de Julho foi resultado de uma série de lutas que tiveram entre suas protagonistas mulheres como Maria Quitéria, a soldada; Maria Felipa, a líder popular; e Joana Angélica, a mártir da resistência.
As mulheres são frequentemente apagadas da História, e a história das mulheres é historicamente apagada.
E o 7 de setembro? Não foi apenas o gesto heroico e solitário de D. Pedro I que tantas vezes nos ensinaram. Foi parte de uma grande articulação política, na qual outra mulher, Maria Leopoldina teve uma atuação decisiva.
Fiquei profundamente feliz e emocionada com essa experiência. Ouvir essas histórias sentadas dentro do Paço Imperial. Só por viver esse momento já valeu a pena a vinda ao Rio de Janeiro!