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DermatoVet Club - Thaís Wendling Especialista em Dermatologia Veterinária

Paciente canino, Shih-tzu, macho, 5 anos.A queixa principal era de Saculite recorrente. Segundo o responsável, esse já e...
25/09/2026

Paciente canino, Shih-tzu, macho, 5 anos.
A queixa principal era de Saculite recorrente. Segundo o responsável, esse já era o quarto episódio em 12 meses. A sensação era sempre a mesma: “a glândula vive enchendo”.

Nos episódios anteriores, o paciente melhorava após tratamento local. Dessa vez, porém, a resposta foi apenas parcial e ele permanecia com bastante desconforto, lambendo a região perianal e arrastando o períneo no chão.

E aqui entra um ponto importante: quando a saculite começa a recorrer, nossa atenção não deve ficar restrita aos sacos anais. ⚠️

Na anamnese ampliada, apareceram outras informações:
• episódios prévios de otite, o último há cerca de 2 meses
• lambedura interdigital frequente
• prurido facial ocasional

No exame físico, além da saculite e eritema perianal, foram observados:
• eritema interdigital
• feotriquia compatível com lambedura crônica das patas
• discreto eritema e hiperqueratose nos condutos auditivos

Ou seja, o paciente não tinha apenas um problema perianal recorrente. Havia outros sinais dermatológicos acontecendo ao mesmo tempo.

🔬 A citologia otológica mostrou otite fúngica leve, e a citologia de pele das patas revelou Malasseziose.

Nesse ponto, a recorrência da saculite, associada ao histórico de otite, lambedura interdigital e prurido facial, passou a justificar uma investigação alérgica. 🔍

Foi então instituída uma dieta teste restrita com ração hipoalergênica. O paciente apresentou resposta positiva, com controle progressivo dos sinais dermatológicos e, até o momento, sem novos episódios de saculite.

Esse caso não significa que toda saculite recorrente seja causada por alergia. Mas reforça um ponto importante: a recorrência muda o peso das informações clínicas.

A saculite foi o motivo da consulta.
A recorrência foi o motivo para ampliar a investigação.

📚 Nas aulas sobre Saculite A**l em cães do DermatoVet Club, aprofundamos a diferenciação entre impactação, saculite e abscesso, os principais fatores associados à recorrência, a importância da anamnese ampliada e como conduzir a investigação desses pacientes na prática.
🔗 Link na bio.

Farmacodermia pode ter muitas “caras”.Por isso, muitas vezes, o que realmente aumenta a suspeita não é a lesão isolada, ...
18/09/2026

Farmacodermia pode ter muitas “caras”.
Por isso, muitas vezes, o que realmente aumenta a suspeita não é a lesão isolada, mas a combinação entre cronologia, exposição medicamentosa, padrão clínico e evolução após a retirada. ⚠️

➡️ Deslize o carrossel e veja quais pontos ajudam a organizar esse raciocínio na prática.

📚 No DermatoVet Club, aprofundamos farmacodermia desde a suspeita clínica até investigação, tratamento, reações graves e acompanhamento.
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Paciente canino, Poodle Toy, 3 anos.O responsável relatou início agudo do quadro havia aproximadamente 3 dias. As primei...
10/09/2026

Paciente canino, Poodle Toy, 3 anos.
O responsável relatou início agudo do quadro havia aproximadamente 3 dias. As primeiras alterações surgiram na região periocular, com eritema e edema, evoluindo rapidamente para formação de crostas ao redor dos olhos e, posteriormente, no focinho.

No exame dermatológico, observamos:
• eritema e edema periocular
• crostas aderidas e discretas erosões superficiais
• eritema e crostas em focinho
• eritema difuso em região ventral abdominal

A velocidade de evolução chamava atenção. Em poucos dias, uma dermatose inicialmente localizada havia progredido para diferentes regiões.

E foi na anamnese que apareceu uma informação fundamental: o paciente havia iniciado amoxicilina + clavulanato aproximadamente 7 dias antes da consulta.

As primeiras manifestações cutâneas surgiram cerca de 4 dias após a primeira administração. ⚠️

🔬 Na investigação, o raspado cutâneo foi negativo. A citologia revelou presença moderada de cocos bacterianos, principalmente nas lesões perioculares, interpretados dentro do contexto do processo cutâneo já instalado.

Diante da apresentação clínica + início agudo + relação temporal com a exposição medicamentosa, a farmacodermia passou a ser uma das principais suspeitas.

O medicamento suspeito foi retirado e o paciente acompanhado. Na evolução, observamos interrupção da progressão, ausência de novas lesões, redução do edema e do eritema e resolução progressiva das crostas, com recuperação da pele e dos pelos nas áreas acometidas.

Esse dechallenge favorável reforçou a relação causal, levando a uma forte suspeita clínica de reação cutânea adversa associada à Amoxicilina + Clavulanato.

✨ E aqui está um dos maiores aprendizados desse caso: a farmacodermia nem sempre é reconhecida pela “cara” da lesão. Muitas vezes, a principal pista está na cronologia.

O que o paciente começou a receber antes de a pele mudar? 🤔

📚 Nas aulas de Farmacodermia do DermatoVet Club aprofundamos o reconhecimento clínico, investigação da causalidade, diferentes apresentações, conduta e acompanhamento desses pacientes.
Link na bio.

Paciente canino, Poodle Toy, 3 anos.O responsável relatou início agudo do quadro havia aproximadamente 3 dias. As primei...
10/09/2026

Paciente canino, Poodle Toy, 3 anos.

O responsável relatou início agudo do quadro havia aproximadamente 3 dias. As primeiras alterações surgiram na região periocular, com eritema e edema, evoluindo rapidamente para formação de crostas ao redor dos olhos e, posteriormente, no focinho.

No exame dermatológico, observamos:
• eritema e edema periocular
• crostas aderidas e discretas erosões superficiais
• eritema e crostas em focinho
• eritema difuso em região ventral abdominal

A velocidade de evolução chamava atenção. Em poucos dias, uma dermatose inicialmente localizada havia progredido para diferentes regiões.

E foi na anamnese que apareceu uma informação fundamental: ⚠️
o paciente havia iniciado amoxicilina + clavulanato aproximadamente 7 dias antes da consulta.

As primeiras manifestações cutâneas surgiram cerca de 4 dias após a primeira administração.

🔬 Na investigação, o raspado cutâneo foi negativo. A citologia revelou presença moderada de cocos bacterianos, principalmente nas lesões perioculares, interpretados dentro do contexto do processo cutâneo já instalado.

Diante da apresentação clínica + início agudo + relação temporal com a exposição medicamentosa, a farmacodermia passou a ser uma das principais suspeitas.

O medicamento suspeito foi retirado e o paciente acompanhado.
Na evolução, observamos interrupção da progressão, ausência de novas lesões, redução do edema e do eritema e resolução progressiva das crostas, com recuperação da pele e dos pelos nas áreas acometidas.

Esse dechallenge favorável reforçou a relação causal, levando a uma forte suspeita clínica de reação cutânea adversa associada à amoxicilina + clavulanato.

✨ E aqui está um dos maiores aprendizados desse caso:
a farmacodermia nem sempre é reconhecida pela “cara” da lesão. Muitas vezes, a principal pista está na cronologia.
O que o paciente começou a receber antes de a pele mudar?

📚 Nas aulas de Farmacodermia do DermatoVet Club aprofundamos o reconhecimento clínico, investigação da causalidade, diferentes apresentações, conduta e acompanhamento desses pacientes.
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Pênfigo foliáceo ou Lúpus eritematoso discoide?Quando o plano nasal está alterado, os dois podem se parecer muito.Neste ...
29/08/2026

Pênfigo foliáceo ou Lúpus eritematoso discoide?

Quando o plano nasal está alterado, os dois podem se parecer muito.

Neste carrossel, reuni alguns pontos que ajudam a direcionar o raciocínio entre eles na prática.

📚 No DermatoVet Club, esses temas são aprofundados com foco em diagnóstico, exames, tratamento e casos clínicos reais.
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Da distribuição das lesões clássicas à aquelas lesões que podem confundir, da acantólise na citologia à escolha correta ...
13/08/2026

Da distribuição das lesões clássicas à aquelas lesões que podem confundir, da acantólise na citologia à escolha correta da biópsia, pequenos detalhes podem mudar completamente o diagnóstico.

Neste carrossel, reuni os principais pontos para organizar esse raciocínio na prática.

📚 A aula completa de Pênfigo Foliáceo já está disponível no DermatoVet Club, com diagnóstico, diferenciais, tratamento, manejo a longo prazo e casos clínicos.

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Paciente canino, SRD, 4 anos.Queixa: segundo o responsável, o quadro começou na região do focinho e evoluiu gradualmente...
06/08/2026

Paciente canino, SRD, 4 anos.
Queixa: segundo o responsável, o quadro começou na região do focinho e evoluiu gradualmente, com aumento das crostas, erosões e eritema. Posteriormente, também surgiram lesões no plano nasal e no pavilhão auricular.

Ao exame dermatológico, observamos crostas espessas e aderidas, áreas erosadas, eritema e alopecia nas regiões acometidas.

Entre os principais diagnósticos diferenciais estavam dermatofitose, demodicose, leishmaniose e dermatoses autoimunes.

A distribuição das lesões chamou atenção. O acometimento simultâneo do focinho, plano nasal e pavilhão auricular, associado ao caráter crostoso e progressivo, aumentou a suspeita de pênfigo foliáceo.

🔬 Na citologia, observamos inflamação neutrofílica intensa e numerosas células acantolíticas, sem agentes infecciosos que justificassem o quadro.

As células acantolíticas são queratinócitos que perderam a adesão entre si e se tornaram arredondados e individualizados. Esse processo, chamado acantólise, também explica a formação das pústulas superficiais típicas da doença.

Como essas pústulas são frágeis, muitas vezes se rompem antes da consulta. Por isso, o paciente pode chegar apresentando apenas crostas e erosões.

Diante da apresentação clínica e dos achados citológicos, foi realizada biópsia de uma lesão recente e representativa. O exame histopatológico confirmou uma dermatose pustular acantolítica compatível com pênfigo foliáceo.

O diagnóstico foi construído pela associação entre:
distribuição das lesões + citologia + histopatologia.

📚 A aula de Pênfigo Foliáceo já está disponível no DermatoVet Club.
Nela, aprofundamos fisiopatogenia, padrões clínicos em cães e gatos, a interpretação das células acantolíticas, a escolha das lesões para citologia e biópsia, os diferenciais, o tratamento e manejo a longo prazo.

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A despigmentação nasal pode ser apenas o começo!No lúpus eritematoso discoide, a perda da arquitetura, a evolução das le...
30/07/2026

A despigmentação nasal pode ser apenas o começo!

No lúpus eritematoso discoide, a perda da arquitetura, a evolução das lesões e a presença de crostas ou erosões ajudam a diferenciar uma alteração estética de uma dermatose imunomediada.

Neste carrossel, reuni os principais pontos para organizar esse raciocínio na prática. 🧠

📚 As aulas de Lúpus Eritematoso Discoide já estão disponíveis no DermatoVet Club.

Nelas, aprofundamos a fisiopatogenia e sua relação com os sinais clínicos, a interpretação dos achados citológicos e histopatológicos, os principais diferenciais, o tratamento, o manejo a longo prazo e casos clínicos reais.
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Canina, Labrador, 4 anos, fêmea.Há aproximadamente dois meses, o responsável percebeu perda gradual da pigmentação do pl...
28/07/2026

Canina, Labrador, 4 anos, fêmea.
Há aproximadamente dois meses, o responsável percebeu perda gradual da pigmentação do plano nasal, inicialmente restrita ao lado esquerdo. Com a evolução, a despigmentação aumentou, tornou-se bilateral e surgiram pequenas crostas.

Na anamnese, um ponto chamou atenção: a paciente tinha livre acesso ao quintal e permanecia exposta ao sol durante longos períodos do dia.

No exame dermatológico, observamos despigmentação lateral, perda da arquitetura do plano nasal, eritema e crostas.

Os principais diagnósticos diferenciais considerados foram:
• lúpus eritematoso discoide;
• dermatite actínica;
• pênfigo foliáceo;
• piodermite mucocutânea;
• leishmaniose.

🔬 A citologia revelou inflamação predominantemente neutrofílica, sem bactérias ou leveduras. A sorologia para leishmaniose foi negativa.

Como esses exames não definiam a causa de base, foi indicada a biópsia cutânea.

🔬 O exame histopatológico revelou dermatite de interface compatível com lúpus eritematoso discoide.

✨ Esse caso reforça que o paciente nem sempre apresenta o fenótipo considerado clássico.

Apesar de ser uma Labrador de pelagem preta e não pertencer às raças mais associadas ao LED, havia um importante fator perpetuador: exposição solar intensa e diária.
Por isso, diante de despigmentação progressiva, perda da arquitetura do plano nasal, eritema e formação de crostas, não devemos avaliar apenas a cor da pele ou a raça do paciente.

⚠️ Precisamos interpretar o conjunto:
distribuição das lesões + evolução clínica + exposição solar + exames complementares.

📚 A aula sobre Lúpus Eritematoso Discoide já está disponível na plataforma DermatoVet Club.
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Nem toda lesão causada pelo sol é apenas uma dermatite.Em alguns pacientes, ela já pode representar o início de um proce...
16/07/2026

Nem toda lesão causada pelo sol é apenas uma dermatite.
Em alguns pacientes, ela já pode representar o início de um processo de transformação pré-neoplásica.

👉 Neste post, mostro como reconhecer os pacientes de risco, quando suspeitar de dermatite actínica e por que a biópsia pode mudar completamente a condução do caso.

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