DermatoVet Club - Thaís Wendling

DermatoVet Club - Thaís Wendling Especialista em Dermatologia Veterinária

A despigmentação nasal pode ser apenas o começo!No lúpus eritematoso discoide, a perda da arquitetura, a evolução das le...
30/07/2026

A despigmentação nasal pode ser apenas o começo!

No lúpus eritematoso discoide, a perda da arquitetura, a evolução das lesões e a presença de crostas ou erosões ajudam a diferenciar uma alteração estética de uma dermatose imunomediada.

Neste carrossel, reuni os principais pontos para organizar esse raciocínio na prática. 🧠

📚 As aulas de Lúpus Eritematoso Discoide já estão disponíveis no DermatoVet Club.

Nelas, aprofundamos a fisiopatogenia e sua relação com os sinais clínicos, a interpretação dos achados citológicos e histopatológicos, os principais diferenciais, o tratamento, o manejo a longo prazo e casos clínicos reais.
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Canina, Labrador, 4 anos, fêmea.Há aproximadamente dois meses, o responsável percebeu perda gradual da pigmentação do pl...
28/07/2026

Canina, Labrador, 4 anos, fêmea.
Há aproximadamente dois meses, o responsável percebeu perda gradual da pigmentação do plano nasal, inicialmente restrita ao lado esquerdo. Com a evolução, a despigmentação aumentou, tornou-se bilateral e surgiram pequenas crostas.

Na anamnese, um ponto chamou atenção: a paciente tinha livre acesso ao quintal e permanecia exposta ao sol durante longos períodos do dia.

No exame dermatológico, observamos despigmentação lateral, perda da arquitetura do plano nasal, eritema e crostas.

Os principais diagnósticos diferenciais considerados foram:
• lúpus eritematoso discoide;
• dermatite actínica;
• pênfigo foliáceo;
• piodermite mucocutânea;
• leishmaniose.

🔬 A citologia revelou inflamação predominantemente neutrofílica, sem bactérias ou leveduras. A sorologia para leishmaniose foi negativa.

Como esses exames não definiam a causa de base, foi indicada a biópsia cutânea.

🔬 O exame histopatológico revelou dermatite de interface compatível com lúpus eritematoso discoide.

✨ Esse caso reforça que o paciente nem sempre apresenta o fenótipo considerado clássico.

Apesar de ser uma Labrador de pelagem preta e não pertencer às raças mais associadas ao LED, havia um importante fator perpetuador: exposição solar intensa e diária.
Por isso, diante de despigmentação progressiva, perda da arquitetura do plano nasal, eritema e formação de crostas, não devemos avaliar apenas a cor da pele ou a raça do paciente.

⚠️ Precisamos interpretar o conjunto:
distribuição das lesões + evolução clínica + exposição solar + exames complementares.

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Nem toda lesão causada pelo sol é apenas uma dermatite.Em alguns pacientes, ela já pode representar o início de um proce...
16/07/2026

Nem toda lesão causada pelo sol é apenas uma dermatite.
Em alguns pacientes, ela já pode representar o início de um processo de transformação pré-neoplásica.

👉 Neste post, mostro como reconhecer os pacientes de risco, quando suspeitar de dermatite actínica e por que a biópsia pode mudar completamente a condução do caso.

📚 Quer aprofundar esse tema?
A aula Dermatite Actínica já está disponível na plataforma DermatoVet Club.

No Plano Essencial, por apenas R$ 39,90/mês, você tem acesso a todas as aulas do Papo de DermatoVet, com discussão prática de casos clínicos e raciocínio diagnóstico aplicado à rotina.

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Paciente SRD, 6 anos, atendido por apresentar uma lesão na região ventral do abdômen com evolução progressiva.Segundo a ...
13/07/2026

Paciente SRD, 6 anos, atendido por apresentar uma lesão na região ventral do abdômen com evolução progressiva.

Segundo a responsável, tudo começou com uma área avermelhada discreta. Com o tempo, surgiram crostas e a lesão aumentou progressivamente.

No exame dermatológico observávamos:
• eritema intenso
• áreas de despigmentação
• crostas aderidas
• descamação
• pequenas erosões superficiais

Mas o principal achado não estava apenas na lesão.

Estava no paciente.

📝 Durante a anamnese identificamos um perfil clássico para dermatite actínica:
•pelagem curta
• abdômen ventral pouco pigmentado
• exposição solar diária por longos períodos

Foi justamente a associação entre fenótipo + localização da lesão + histórico de exposição solar que mudou completamente o raciocínio clínico.

A principal pergunta deixou de ser:
Como tratar essa dermatite?

E passou a ser:
Essa pele ainda está apenas inflamada ou já iniciou uma transformação pré-neoplásica?

Por esse motivo, foi realizada uma biópsia cutânea.
🔬 O histopatológico confirmou dermatite actínica associada à focos de queratose actínica, demonstrando que aquela lesão já apresentava alterações pré-neoplásicas.

Após o diagnóstico, foi instituído tratamento clínico, controle rigoroso da exposição solar e acompanhamento periódico.

As imagens mostram a evolução do caso e a importante melhora clínica após o início da terapia.

✨ O aprendizado desse caso é simples:
Nem toda área avermelhada em regiões fotoexpostas é apenas uma dermatite.
Quando encontramos um cão com pele clara, pouca pigmentação e lesões crônicas em áreas expostas ao sol, devemos pensar além da inflamação e considerar que aquele paciente pode estar iniciando uma sequência de alterações que culmina no carcinoma de células escamosas.

📚 Esse foi um dos principais temas discutidos na aula Dermatite Actínica, disponível na plataforma DermatoVet Club, onde aprofundamos como reconhecer precocemente esses pacientes, quando indicar biópsia e como interromper essa progressão antes que ela evolua para neoplasia. Conheça a plataforma no link da bio! 🔗

Nem toda blefarite é apenas uma inflamação da pálpebra.Em áreas endêmicas — e cada vez mais em regiões com novos casos d...
06/07/2026

Nem toda blefarite é apenas uma inflamação da pálpebra.
Em áreas endêmicas — e cada vez mais em regiões com novos casos de leishmaniose — esse pode ser o primeiro sinal de uma doença sistêmica.

➡️ Deslize o carrossel e entenda quando incluir a leishmaniose entre os seus principais diagnósticos diferenciais.

📚 E se você quiser evoluir seu raciocínio clínico, conheça o Plano Essencial do DermatoVet Club.
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Paciente SRD, 7 anos, apresentando blefarite bilateral persistente há aproximadamente 3 meses.Segundo o responsável, o q...
03/07/2026

Paciente SRD, 7 anos, apresentando blefarite bilateral persistente há aproximadamente 3 meses.

Segundo o responsável, o quadro iniciou apenas com discreta inflamação das pálpebras. Cerca de 45 dias depois passaram a surgir secreção ocular bilateral e opacidade progressiva da córnea.
Mais recentemente, aproximadamente 15 dias antes da consulta, iniciou também secreção nasal persistente.

Ao longo desse período, o paciente recebeu tratamento tópico com pomadas oftálmicas e colírio lubrificante, apresentando apenas melhora parcial dos sinais clínicos.

No exame observávamos:
• blefarite descamativa bilateral
• alopecia periocular
• secreção ocular
• opacidade corneana

Na avaliação oftalmológica, outro achado chamou atenção:
👁️ O Teste de Schirmer evidenciava redução da produção lacrimal, compatível com ceratoconjuntivite seca (KCS), reforçando que o acometimento não se restringia apenas às pálpebras.

Na investigação dermatológica foram realizados:
🔬 Raspado cutâneo: negativo para ectoparasitas.
🔬 Citologia da região periocular: infiltrado inflamatório associado à presença de formas amastigotas compatíveis com Leishmania no interior de macrófagos.

Diante desse resultado, foram solicitados te**es sorológicos para leishmaniose, que confirmaram o diagnóstico de: Leishmaniose canina.

✨ Esse caso reforça um ponto muito importante:
A blefarite foi o primeiro sinal clínico percebido pelo responsável, surgindo cerca de três meses antes do aparecimento de outras manifestações da doença.
Com a evolução do quadro, novas alterações oftalmológicas passaram a surgir, demonstrando que, na leishmaniose, o acometimento ocular pode ser progressivo.

⚠️ Antes do organismo denunciar a doença, foi o olho que falou primeiro.

📚 Leishmaniose foi um dos diferenciais discutidos na aula Blefarite Alérgica, disponível na plataforma DermatoVet Club. Para assistir a aula e aprofundar no tema, acesso o link na bio!

Blefarite não é diagnóstico.É um sinal clínico que pode ter origem dermatológica, oftálmica ou até envolver as duas área...
30/06/2026

Blefarite não é diagnóstico.

É um sinal clínico que pode ter origem dermatológica, oftálmica ou até envolver as duas áreas ao mesmo tempo.

Por isso, olhar apenas para a pálpebra pode fazer você perder a verdadeira causa do problema.

➡️ Deslize o carrossel e veja os principais pontos para organizar esse raciocínio na prática.

📚 E se você quiser aprofundar nesse tema, a aula Blefarite Alérgica já está disponível na plataforma DermatoVet Club.

Além dessa aula, você encontra diversos cursos, aulas e casos clínicos para evoluir seu raciocínio em dermatologia veterinária.

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Caso Clínico: Bulldog Francês, 1 ano, encaminhada pelo oftalmologista por apresentar úlcera de córnea recorrente no olho...
25/06/2026

Caso Clínico: Bulldog Francês, 1 ano, encaminhada pelo oftalmologista por apresentar úlcera de córnea recorrente no olho direito.

Mas havia um detalhe importante: intenso prurido periocular.

No exame dermatológico observávamos:
• eritema periocular
• leve edema palpebral
• rarefação pilosa periocular

Como em todo paciente dermatológico, o exame foi completo. E um novo achado apareceu:

👂 Otite bilateral fúngica com importante eritema dos condutos auditivos.

Na anamnese, a responsável relatava que aquele não era o primeiro episódio de otite. A paciente já havia tratado anteriormente, com melhora temporária.

Além disso, apresentava:
• blefarite bilateral
• prurido facial
• otite recorrente
• idade jovem
• raça predisposta

Quando juntamos todas as informações, o raciocínio ficou claro.

🩺 O diagnóstico foi Blefarite Alérgica associada à Dermatite Atópica Canina.

Com o tratamento da doença de base, houve controle do prurido, melhora da blefarite, estabilização da otite e não ocorreram novos episódios de úlcera de córnea.

✨ Um aprendizado importante: mesmo quando a queixa principal não é a orelha, examine sempre os condutos auditivos. A otite pode passar despercebida e contribuir para o prurido intenso da cabeça, favorecendo autotrauma periocular e agravando alterações oftálmicas.

Além disso, estudos mostram que aproximadamente metade dos cães com blefarite apresentam doença alérgica como causa de base, reforçando que a blefarite é um sinal clínico, e não um diagnóstico.

📚 Esse foi um dos um dos temas da aula Blefarite Alérgica no Papo de DermatoVet, onde discutimos o raciocínio clínico, os diferenciais dermatológicos e oftálmicos e a condução desses pacientes.

A dermatofitose voltou?Talvez ela nunca tenha ido embora.➡️ Deslize para entender onde a recidiva realmente nasce.📚 Esse...
19/06/2026

A dermatofitose voltou?

Talvez ela nunca tenha ido embora.

➡️ Deslize para entender onde a recidiva realmente nasce.

📚 Esse é exatamente um dos temas que discutimos nas aulas de Dermatofitose Felina do DermatoVet Club. As gravações já estão disponíveis para quem deseja aprofundar o raciocínio clínico e conduzir esses casos com mais segurança. Link na bio 🔗

Caso clínico – Luz de Wood positiva já entro com tratamento?!Paciente felina, filhote, chegou com:✅ Pelo seco e opaco✅ R...
15/06/2026

Caso clínico – Luz de Wood positiva já entro com tratamento?!

Paciente felina, filhote, chegou com:

✅ Pelo seco e opaco
✅ Rarefação de pelos na face
✅ Crostas nas pontas das orelhas
✅ Quase sem prurido

Para iniciar a triagem dos exames dermatológicos, iniciei com a Luz de Wood e olha só quem já brilhou!

Luz de Wood positiva (brilho esverdeado) nas orelhas! 💡

Mas atenção: a luz de Wood não fecha o diagnóstico.

Ela é um exame de triagem, ou seja, sugere a presença de dermatófitos, especialmente Microsporum canis, mas não confirma.

🤔 O que fazer?

Coletamos pelos e crostas para cultura fúngica, que vai:

- Confirmar o diagnóstico
- Determinar a espécie do dermatófito

📝 Então a resposta aqui é: forte suspeita de dermatofitose felina!

Mas ainda aguardamos a cultura para fechar com segurança.

📌 Agora quero saber da sua conduta terapêutica, nesses casos, você já inicia o tratamento?

Me conta aqui enquanto essa cultura fúngica não sai! 😉

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