13/10/2017
Aparentemente simples e silencioso, um pequeno aquário pode até parecer um mero item de decoração para muitas pessoas. Porém, a “dança” dos peixinhos ornamentais e todos os elementos que compõem um pequeno lar aquático jamais passarão despercebidos pelo nível inconsciente da sua mente.
O aquarismo é uma prática milenar que se desenvolveu no Japão e na China por volta do século X e que, posteriormente, se expandiu para a Europa e países americanos, como o Brasil. Os peixes ornamentais são assim denominados por conta de suas cores diversificadas e chamativas e da facilidade de criá-los em cativeiro.
Segundo pesquisadores, ter um aquário com peixes ornamentais em casa pode aumentar a qualidade de vida das pessoas. Além de ser um excelente aliado pra ampliar os horizontes na educação das crianças, o aquarismo ou a simples observação do movimento dos animais e da vegetação pode reduzir a pressão sanguínea, os níveis de estresse e ansiedade em adultos e proporcionar melhorias no bem-estar físico e psíquico de idosos se tornando até uma alternativa auxiliar no tratamento de doenças como o Parkinson.
Inclusive, já existe uma vertente terapêutica que chamada aquarioterapia, que é baseada nesta contemplação da beleza e harmonia da vida dos peixinhos. De acordo com estudos da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, pacientes com Alzheimer que foram expostos à aquarioterapia, observando tanques de peixes coloridos e corais brilhantes, tiveram seus comportamentos agressivos e surtos psicológicos amenizados, enquanto os hábitos alimentares melhoraram.
A própria “decoração” de ambientes hospitalares e consultórios médicos com aquários e peixes ornamentais é parte de um processo de humanização destes locais, fazendo com que eles se tornem “healing environments” isto é, “ambientes de cura”. Esta humanização do ambiente ajuda na redução do nível de estresse dos pacientes e até na melhora da capacidade de recuperação das pessoas. Sensacional, não?
Agora, é possível que seus olhos enxerguem o aquário com a mesma complexidade da “visão” da sua psiquê, não é mesmo?