02/09/2026
Você sabia que a diabetes mellitus é relativamente comum em gatos e pode permanecer silenciosa por bastante tempo?
A doença é especialmente frequente com o avanço da idade e está muitas vezes associada à obesidade e a outras condições crônicas, como pancreatite e doenças inflamatórias.
Essas condições podem favorecer a resistência à insulina e levar a um estado pré-diabético, que pode permanecer por bastante tempo antes do surgimento dos sinais clássicos da doença.
A hiperglicemia persistente e o excesso crônico de lipídios prejudicam progressivamente as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, favorecendo a evolução para a diabetes clínica.
Por isso, é importante monitorar periodicamente a glicemia dos gatos obesos, especialmente daqueles que apresentam outras doenças crônicas ou fazem uso prolongado de corticoides.
Também é importante lembrar que o estresse pode elevar temporariamente a glicemia dos gatos. Por esse motivo, resultados alterados devem ser interpretados pelo médico-veterinário e, quando necessário, complementados por outros exames.
Aumento da sede e do volume urinário, maior apetite e perda de peso são sinais de alerta. Quando eles aparecem, a diabetes geralmente já está instalada.
O diagnóstico precoce é fundamental para que o médico-veterinário possa avaliar as melhores possibilidades de tratamento para cada paciente.
A Dra. Viviani De Marco, médica-veterinária endocrinologista da VetUnity, foi entrevistada pelo Estadão 🗞 sobre a importância do diagnóstico precoce da diabetes felina e as novas possibilidades de tratamento para casos selecionados.
A reportagem também contou com a participação de Tatiana L. R. Pavan, médica-veterinária e consultora técnica sênior da Elanco Pets Brasil ,que falou sobre o Bexacat, medicamento à base de bexagliflozina, e sobre a importância da seleção adequada dos pacientes.
Agradecemos ao Estadão pelo convite e à Elanco pela oportunidade de contribuir para ampliar a conscientização sobre a saúde dos gatos.
VetUnity Elanco