20/08/2026
Alguns projetos não começam no dia em que recebem um nome.
Eles começam muito antes: em uma pergunta, em uma inquietação, em um paciente observado com mais atenção.
Quando iniciei a graduação em Medicina Veterinária, em 1995, eu ainda não conhecia os caminhos que a profissão me apresentaria. Mas a curiosidade já estava presente.
Depois vieram a pesquisa, a Medicina Veterinária Preventiva, os anos de clínica e cirurgia, a Vet Prevenção, o foco na estomatologia clínica e, mais recentemente, a criação do IBEA.
Olhando para essa trajetória, percebo que nenhuma etapa esteve isolada.
A prevenção ampliou minha forma de observar a saúde antes que a doença avance. A pesquisa fortaleceu o hábito de questionar. A experiência clínica trouxe a importância de escutar, integrar informações e compreender cada paciente em sua individualidade.
Com o tempo, o registro tornou-se parte essencial do acompanhamento, e o desejo de compartilhar esse conhecimento abriu espaço para o ensino.
Agora, todo esse percurso começa a ganhar uma nova forma: um curso criado para ajudar médicos-veterinários a desenvolverem uma avaliação mais estruturada da cavidade bucal dos cães, conectada à história clínica e à saúde geral do paciente.
Por enquanto, quero compartilhar o caminho que tornou esse novo capítulo possível.
Porque algumas ideias levam anos para amadurecer — e algumas histórias precisam ser vividas antes de serem compartilhadas.
Essa história continua. Em breve, apresentarei o próximo capítulo.
# .vet