18/08/2026
UM ANO SEM VOCÊ, MÃE — 18 DE AGOSTO
Hoje faz exatamente um ano que você partiu.
Um ano desde o dia em que o meu mundo parou, em que uma parte de mim foi embora junto com você. Um ano desde que eu descobri que é possível continuar respirando, caminhando, trabalhando, sorrindo até… mesmo quando, por dentro, tudo perdeu o sentido.
Você não foi apenas minha mãe...
Você foi a pessoa mais importante da minha vida, minha Rainha, meu porto seguro, meu colo, meu abrigo, minha referência. A pessoa para quem eu sabia que poderia voltar, independentemente de qualquer coisa. Você era aquele lugar onde eu sempre me sentia em casa.
E talvez seja por isso que eu não consiga explicar a dimensão da sua ausência.
No dia em que você morreu, eu sinto que morri também. E, de alguma maneira, no dia seguinte eu ressuscitei… mas em um mundo completamente diferente. Um mundo onde você não estava mais aqui. E eu precisei aprender, sem querer, a viver nele.
Precisei reaprender a acordar sem saber que poderia ouvir sua voz.
Reaprender a viver sem sua presença.
Reaprender a tomar decisões sem poder procurar seu olhar.
Reaprender a seguir em frente sem ter você esperando por mim, e ninguém ensina a gente a fazer isso.
As pessoas dizem que o tempo cura. Talvez o tempo ensine a carregar. Mas existem ausências que não se curam, porque não são feridas que precisam desaparecer. São partes da nossa história que passam a morar dentro de nós.
E você mora em mim...
Mora nas minhas lembranças, nos meus gestos, nas coisas que aprendi com você, nas histórias que ainda conto, nos lugares que me fazem lembrar de você e, principalmente, no amor imenso que continua existindo, mesmo que agora precise atravessar a distância entre dois mundos.
Depois que você partiu, meus dias ficaram mais cinzas.
A vida perdeu uma cor que eu não sabia que dependia tanto de você para existir. Há momentos em que ainda me pego procurando você dentro daquilo que faço, como se uma parte de mim esperasse que, de alguma maneira, você aparecesse novamente.
E talvez essa seja uma das coisas mais dolorosas do luto: saber racionalmente que alguém não vai voltar, enquanto o coração continua esperando. Sua benção minha Rainha. Te amo.