31/08/2026
Essa foto é da minha última gestação.
Curva glicêmica, barriga grande, mais um exame numa lista que eu já conhecia bem.
Há mais de 20 anos convivo com esclerose múltipla.
Por muito tempo, achei que essa parte da minha história andava separada da minha vida profissional.
Hoje sei que uma moldou profundamente a outra.
Viver com uma doença crônica e imprevisível me ensinou que nenhum protocolo genérico serve para todo mundo. Que cada corpo responde de um jeito. Que dias bons e dias ruins fazem parte do processo.
Que qualidade de vida não é um conceito abstrato é o que dá para fazer hoje, com o corpo que se tem hoje.
É exatamente esse olhar que levo para cada atendimento.
A medicina integrativa que pratico com meus pacientes animais é a mesma lógica que aprendi a aplicar em mim mesma: individualizar, combinar abordagens, respeitar limites, celebrar pequenas vitórias funcionais.
Quando cuido de um animal com dor crônica, eu sei, de um jeito que só quem viveu sabe, o que significa buscar conforto num dia difícil.
Transformar dor em propósito é possível.
E cuidar dos outros, enquanto também aprende a se cuidar, é um dos exercícios de empatia mais completos que existem.
🧡 Agosto Laranja — conscientização sobre Esclerose Múltipla