04/06/2026
Meu amado Cinza,
Na terça-feira, dia 02/06/2026, eu precisei me despedir de você — e desde então o mundo ficou mais silencioso, mais vazio… porque você não está mais aqui.
Foram dias difíceis, de angústia e esperança. Eu vi você emagrecer, senti que algo não estava certo, e fiz tudo o que estava ao meu alcance — exames, internação, cuidados, noites sem dormir. Eu estive ao seu lado o tempo todo, te olhando, te chamando, cantando… e você sempre respondia, com seu jeitinho, como quem dizia: “eu estou aqui”.
Mesmo com tanta incerteza, nunca faltou amor. Nunca faltou luta. E nunca faltou você — forte, doce e presente até o último instante.
Quando me disseram que talvez fosse hora de te deixar descansar, meu coração se partiu. Só pedi a Deus que eu pudesse estar com você… e eu pude. Te peguei, te trouxe pra perto de mim, segurei sua patinha… e foi ali, nos meus braços, que você partiu. Eu falei: “Vai brincar com seus irmãos, meu amor… a gente se encontra um dia.”
Você não foi só um gato.
Você foi o Cinza, o Felipe, o Dumbledore… meu gigante de coração doce. Chegou pequenino, filho de uma mãe feral, e se tornou esse ser carinhoso, desengonçado, cheio de vida. Brincava como filhote, pulava como pipoca, carregava seus “tesouros” e dormia em cima de mim, amassando pãozinho… como se ali fosse o lugar mais seguro do mundo.
E era. Porque você também era o meu lar.
Foram 9 anos de amor verdadeiro. E hoje, com o coração em pedaços, eu só quero te dizer:
Obrigada por tudo, meu amor.
Me perdoa por não ter conseguido te salvar.
Eu vou te amar além do fim.
Você vive em mim, em cada lembrança, em cada cantinho da casa, em cada pedaço do meu coração.
Descansa em paz, meu eterno menino.
Até o dia em que a gente se encontre novamente.
Roberta Mazali