31/08/2026
Durante muito tempo, essa discussão foi dominada por uma lógica perigosa: alguém escolhia uma conduta, colocava o rótulo de “maus-tratos” e pronto. A partir dali, qualquer questionamento técnico era tratado como falta de amor pelos animais.
Mas Medicina Veterinária não pode ser construída por slogans.
Em 2024, uma Nota Técnica do IBAMA apresentou uma interpretação generalista sobre o aparo de penas em psitacídeos. Agora, o CFMV finalmente organiza essa discussão com a profundidade que ela sempre exigiu.
E eu parabenizo o Conselho por isso.
Não porque a nova Resolução autorize fazer qualquer coisa com uma ave, mas porque ela devolve ao médico-veterinário aquilo que nunca deveria ter sido substituído por opinião: a responsabilidade de avaliar cada indivíduo, seu ambiente, sua condição clínica e seus riscos.
Ao IBAMA, f**a uma pergunta inevitável: como um órgão que possui profissionais técnicos conseguiu sustentar uma interpretação tão pouco individualizada sobre um tema tão complexo?
Proteger animais exige conhecimento, não radicalismo.
Entre proibir tudo e permitir qualquer coisa existe algo chamado raciocínio técnico. E é justamente isso que diferencia uma decisão profissional de um julgamento feito por quem conhece apenas uma parte da história.
Parabéns, CFMV, por trazer clareza a uma discussão que já estava cansada de certezas rasas.
Agora cabe aos médicos-veterinários estudar, atualizar suas condutas e parar de reproduzir técnicas ultrapassadas.
Parabéns CFMV 👏🏻