12/09/2026
Você sabia que cães de grande e gigante porte apresentam maior predisposição a algumas doenças cardíacas?
Entre elas, destaca-se a cardiomiopatia dilatada (CMD), uma doença que compromete a capacidade de contração do músculo cardíaco e que é particularmente frequente em raças grandes. Dobermans, Dogues Alemães, Boxers, Irish Wolfhounds, Newfoundlands e outras raças estão entre as mais predispostas.
O ponto de atenção é que a CMD pode permanecer silenciosa durante uma fase considerável da doença. Alterações elétricas, como arritmias, podem surgir antes mesmo de sinais evidentes de insuficiência cardíaca.
Por isso, em raças predispostas, o acompanhamento preventivo pode ser fundamental para identificar alterações precocemente.
🫀 O que merece atenção?
• Doberman e Boxer
Apresentam forte predisposição genética a cardiomiopatias e arritmias. No Doberman, estudos relatam prevalência acumulada de CMD de aproximadamente 58% em determinadas populações.
• Dogue Alemão
Também apresenta importante predisposição à CMD. Um estudo de rastreamento encontrou prevalência de até 47%, dependendo dos critérios utilizados para classificação.
• Raças gigantes
Irish Wolfhound, Newfoundland e outras raças gigantes também apresentam predisposição a alterações cardíacas, incluindo CMD e arritmias como fibrilação atrial.
🔬 E onde entram os exames?
O acompanhamento cardiológico pode envolver ecocardiograma, eletrocardiograma e, em determinadas raças, Holter, além de exames laboratoriais que auxiliam na avaliação do paciente e no acompanhamento da terapia.
Em raças de risco, uma avaliação normal hoje não significa que o animal nunca desenvolverá a doença. Por isso, o acompanhamento periódico pode ser mais importante do que uma avaliação isolada. As recomendações para algumas raças, como Doberman e Boxer, incluem rastreamento regular ⚠️
Neste Setembro Vermelho, o alerta é simples: conhecer a predisposição da raça também é uma forma de prevenção. ❤️