28/09/2026
Uma das coisas que eu mais adoro fazer na vida é sentar e observar meus cachorros. Sem interagir. Sem chamar para brincar. Sem colocar no colo. Apenas ficar ali, em silêncio, observando-os e refletindo sobre o privilégio (e tudo o que ele implica) de dividir meus dias com eles.
Compartilhar a vida com um cachorro só é fácil quando ele é tratado como bibelô.
Porque, na vida real, existem responsabilidades, concessões, preocupações, imprevistos e escolhas. Tudo isso enquanto tentamos equilibrar os pratinhos da vida familiar e profissional.
E, apesar dos pesares, eu não consigo enxergar uma vida sem cachorro.
Nas minhas infinitas reinações, chego à mesma conclusão, dia após dia: a vida pode até ficar (muito) mais difícil com eles. Mas talvez essa seja justamente a graça.