05/09/2026
A morte de uma colega veterinária após um ataque durante um atendimento nos faz refletir sobre algo essencial: manejo também é cuidado.
Não estou aqui para julgar a conduta da colega, nem para demonizar o animal. Cães têm instintos e podem reagir diante de medo, dor e estresse. Ter controle não significa prever tudo, mas reduzir riscos e tornar o manejo mais seguro.
Um animal que não permite manejo pode dificultar o exame físico, exames complementares, diagnóstico e até o próprio tratamento em casa. Afinal, como medicar, fazer um curativo ou limpar uma ferida se o tutor não consegue tocá-lo com segurança?
Por isso, o trabalho de adestradores e profissionais de comportamento é tão importante. Ensinar cooperação, tolerância ao toque, transporte, contenção e uso da focinheira deve fazer parte da prevenção e não ser procurado apenas quando o problema já está instalado.
A focinheira, quando corretamente adaptada e condicionada de forma positiva, não é castigo. É segurança.
E isso vale para cães grandes e pequenos. O comportamento “engraçadinho” do filhote pode se transformar em um adulto difícil de manejar.
Manejo não é violência. É prevenção.
E nós, veterinários, também temos direito à segurança. Não precisamos colocar nossa integridade física em risco para atender.
Preparar seu animal para ser manejado é também prepará-lo para o dia em que ele mais precisar de um veterinário. 🐾