05/03/2026
LEPTOSPIROSE:
A leptospirose é uma doença bacteriana de caráter zoonótico de grande relevância. Infecta o homem, animais domésticos e selvagens.
A transmissão aos seres humanos ocorre por contato direto com o animal doente ou urina contaminada, e por via indireta, através da água, solo ou alimentos contaminados. As bactérias podem penetrar membranas mucosas, pele lesionada ou pele intacta macerada pela umidade.
Entre os animais, a transmissão direta ocorre após o contato com urina infectada, secreções venéreas, por via transplacentária, feridas, mordeduras ou pela ingestão de tecidos contaminados. A transmissão indireta ocorre por contato com água, solo ou alimentos contaminados.
Os roedores são os maiores disseminadores da leptospirose, por transitarem em bueiros, fossas e outras fontes de água contaminada.
Nos cães, os sinais clínicos mais comuns são prostração, falta de apetite, vômito, aumento da ingestão de água, febre, relutância em caminhar, fezes com sangue, pele e mucosas amareladas.
Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de cura e menor é o risco de transmissão ao homem.
O tratamento correto, cuidados com o manejo de animais doentes, desinfecção do ambiente contaminado com desinfetantes de uso doméstico e controle de roedores minimizam os riscos de infecção de outros animais e do homem.
A vacinação semestral ou anual de cães é uma medida importantíssima de prevenção da leptospirose nos cães e seus responsáveis.
Referências:
* ATANASIO, D. A.; RIBEIRO, G. S. Leptospirose. In: SALOMÃO, R. (org.). *Infectologia: Bases Clínicas e Tratamento* . 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. p. 1393–1420.
* GERARDI, D. G.; GERARDI, A. B. T. Leptospirose. In: TINUCCI-COSTA, M.; DAGNONE, A. S. (org.). *Doenças Infecciosas na Rotina de Cães e Gatos no Brasil* .1. ed. Curitiba: Medvep, 2018. p. 106–110.