11/08/2026
Uma das coisas que a dermatologia me ensinou é que a resposta de um paciente não acontece em linha reta.
Tem tratamento que começa muito bem e, meses depois, precisa ser ajustado. Tem paciente que chega com um quadro tão avançado que a melhora acontece aos poucos. E tem aquele que já está muito melhor, mas ainda apresenta um pequeno sinal mostrando que nosso trabalho não terminou.
É por isso que eu não gosto de pensar em tratamento como uma receita que entrego na consulta e pronto.
Eu preciso saber de onde aquele paciente está partindo, acompanhar o que acontece depois e entender o que cada mudança significa. Às vezes, vamos manter o que está funcionando. Em outras, ajustar uma medicação, incluir outra terapia ou olhar novamente para algo que parecia resolvido.
Doenças crônicas de pele exigem esse acompanhamento porque o próprio paciente muda ao longo do tempo.
E talvez essa seja uma das partes mais importantes do meu trabalho: não esperar que a pele siga exatamente o plano que fizemos para ela, mas estar presente para ajustar esse plano quando for necessário.