16/04/2025
Essa noite perdi o sono. Entre tantas demandas da vida, me peguei pensando em você.
Já vão fazer quatro anos desde a sua partida…
As fotos mais recentes da família já não têm mais você nelas.
Seu irmão, que era o caçula da casa, hoje assumiu o papel de idoso.
Como pode uma “véia” tão resmungona fazer tanta falta?
Agora, ele está aqui comigo, durante mais uma madrugada de insônia. As barbas já estão brancas, o olhar mais sereno. E, olhando pra ele, me pergunto: como pode um ser tão pequeno se preocupar tanto com a gente? Como pode dar tanto amor assim, sem pedir nada em troca?
Foi então que me lembrei do meu propósito.
Lembrei por que amo tanto os velhinhos.
Eles começam a ficar surdos, já não obedecem aos comandos com a mesma rapidez, se tornam mais exigentes… e a paciência diminui. E é aí que chega a nossa hora: a hora de retribuir.
De dar amor a quem, muitas vezes, já não tem muito mais o que oferecer — além daquilo que sempre foi o mais valioso: a sua presença.
É um amor que não dá pra explicar a quem nunca viveu.
Mas eu creio que Deus, em sua infinita sabedoria, os criou por um motivo muito especial.
E esse motivo… a gente sente no coração.