M.V Juan Sant Ana Esteves - Esp em Anestesiologia Veterinária

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M.V Juan Sant Ana Esteves - Esp em Anestesiologia Veterinária Página do M.V Juan Sant Ana Esteves. Graduado em Medicina Veterinária pela UNIP - Intensivista. Atendimento à domicílio.

Muitas vezes o tutor tem dificuldades para transportar um animal de casa até uma clínica veterinária. Pensando nisso, oferecemos um serviço de altíssima qualidade em sua residência. Entretanto, muitos casos são necessários a estabilização do quadro clínico do animal e transferência para um centro especializado para tomar medidas mais intensivas, como por exemplo: animais com doenças infectocontagiosas, cardiopatas descompensados e por ai vai. Realizamos os mais diversos procedimentos ambulatoriais:
-Desde o atendimento clínico
-Vacinação
-Vermifugação
-Coleta de exames laboratoriais
- dentre outros. Muito obrigado por visitar a Página e por confiar em nosso trabalho! Atenciosamente,
Juan Sant Ana Esteves - Médico Veterinário
CRMV/SP

Paciente chega ofegante. Antes de tocar, existe uma pergunta que muda toda a conduta: de onde vem esse desconforto?Não é...
17/09/2026

Paciente chega ofegante. Antes de tocar, existe uma pergunta que muda toda a conduta: de onde vem esse desconforto?

Não é “qual a doença”, ainda não. É “qual das 4 regiões está comprometida”.

Essa é a primeira decisão clínica de qualquer paciente com dispneia, e ela é tomada só observando, antes de qualquer manuseio.

Via aérea superior: o esforço é predominantemente inspiratório, muitas vezes com estridor audível. Pensa em colapso de traqueia, corpo estranho, laringe. Aqui, manuseio excessivo pode fechar a via aérea de vez.

Via aérea inferior: o esforço é expiratório, com sibilo à ausculta. Asma felina e bronquite crônica canina são os principais suspeitos o paciente está “empurrando o ar pra fora” com dificuldade.

Parênquima pulmonar: padrão respiratório rápido, superficial e misto, com crepitação à ausculta. Edema, pneumonia, contusão o problema está na troca gasosa dentro do pulmão.

Espaço pleural: sons cardíacos e pulmonares abafados, ortopneia extrema. Derrame, pneumotórax, hérnia diafragmática. Esse é o paciente que não tolera decúbito lateral e pode precisar de punção antes mesmo de qualquer imagem.

Cada uma dessas 4 categorias pede uma conduta diferente nos primeiros minutos antes de qualquer exame complementar.

Confundir uma com a outra custa um tempo que esse paciente não tem.

Localizar antes de agir não é teoria de aula. É o que separa uma estabilização bem-sucedida de um paciente que descompensa na sua frente.

Salva esse carrossel pra revisar antes do próximo plantão de dispneico.

Manda pra quem também tá de plantão hoje.
Comenta aqui: qual dessas 4 categorias mais te faz hesitar na hora H?

🐈‍⬛ Gato obstruído não é simplesmente um gato que não consegue urinar.É um paciente que pode chegar à emergência com hip...
15/09/2026

🐈‍⬛ Gato obstruído não é simplesmente um gato que não consegue urinar.

É um paciente que pode chegar à emergência com hipercalemia grave, acidose metabólica, azotemia, hipovolemia e alterações cardiovasculares potencialmente fatais.

E é justamente por isso que a abordagem não deve começar simplesmente com:

“Vamos passar uma sonda.”

O consenso iCatCare 2025 reforça uma sequência de prioridades: avaliar, estabilizar, controlar a dor, corrigir alterações metabólicas, desobstruir com técnica atraumática e monitorar o período pós-obstrução.

E tem um detalhe que merece atenção:

a sonda não precisa ser retirada obrigatoriamente em 24 horas.

A recomendação geral é 24–36 horas, mas gatos azotêmicos frequentemente necessitam de períodos mais prolongados, muitas vezes >48 horas, dependendo da gravidade e da resposta ao tratamento.

Da mesma forma, depois de retirar a sonda, se o gato não urinar imediatamente, não devemos assumir automaticamente que ele está novamente obstruído. Recorrência, dor, espasmo, atonia do detrusor e até o estresse da hospitalização precisam entrar no raciocínio.

📚 Esse é um daqueles consensos que vale a pena ler inteiro.

Porque na emergência, não basta saber fazer o procedimento.

É preciso saber quando fazer, o que corrigir antes, o que monitorar depois e quando a evolução não está seguindo o esperado.

Medicina baseada em evidências é transformar conhecimento em tomada de decisão.

Salve esse post para revisar antes daquele próximo gato obstruído. 🐾

Quando o rim falha, nem sempre temos tempo para simplesmente “esperar ele voltar a funcionar”.Em alguns pacientes, preci...
09/09/2026

Quando o rim falha, nem sempre temos tempo para simplesmente “esperar ele voltar a funcionar”.

Em alguns pacientes, precisamos de uma terapia renal substitutiva para ganhar tempo, controlar as alterações metabólicas e manter o paciente vivo enquanto tratamos a causa de base.

E é aí que entra a diálise peritoneal.

Mas existe um erro muito comum:

❌ “Diálise é só para paciente com rim ruim.”

Não.

A indicação depende do contexto clínico, da resposta às medidas convencionais e das alterações que o paciente apresenta.

Entre as principais situações em que podemos considerar a diálise peritoneal estão:

🔹 LRA anúrica ou oligúrica grave e refratária
🔹 Uremia grave com resposta inadequada ao tratamento convencional
🔹 Sobrecarga volêmica refratária
🔹 Hipercalemia grave/refratária
🔹 Algumas intoxicações por substâncias dializáveis
🔹 Alterações ácido-base ou hidroeletrolíticas potencialmente fatais
🔹 Situações em que precisamos estabilizar o paciente enquanto a causa de base é resolvida

E existe outro ponto fundamental:

diálise não é sinônimo de “rim ruim”.

Ela é uma terapia de suporte.

A ideia é assumir temporariamente parte das funções excretoras do rim principalmente a remoção de solutos e água enquanto tentamos recuperar a função renal ou controlar a doença que levou à descompensação.

E entender difusão, ultrafiltração, convecção e o ciclo de drenagem/infusão muda completamente a forma como você interpreta essa terapia na prática.

👉 Salve esse post.
No plantão, saber quando indicar, quando evitar e como interpretar a resposta pode fazer toda a diferença.

Tramadol + Dipirona é o “tiro certo”?É um protocolo bastante difundido há anos na Veterinária, mas a questão é: ele real...
09/09/2026

Tramadol + Dipirona é o “tiro certo”?

É um protocolo bastante difundido há anos na Veterinária, mas a questão é: ele realmente funciona?

Vamos aos dados: 36 gatas >>> 3 grupos>>> Mesmo protocolo cirúrgico. E um resultado que separa quem faz plantão no achismo de quem faz plantão com embasamento:

→ Dipirona isolada: 5 em 12 precisaram de resgate
→ Tramadol isolado: 4 em 12 precisaram de resgate
→ Tramadol + Dipirona juntos: só 1 em 12

E o cortisol confirmou o que os escores de dor já mostravam.

Mas presta atenção no slide 8 antes de sair prescrevendo isso amanhã de olhos fechados padrão ouro ainda não existe, protocolo bom é o que você constrói pra aquele paciente na sua frente.

Arrasta pro lado, entende o estudo inteiro e me conta: qual das 3 opções do último slide é a sua rotina hoje? 👇

📲 Salva esse post e não esqueça de mensurar e avaliar a dor na sua rotina domiciliar, plantão, internação ou UTI.

🩸 Você realmente sabe interpretar um coagulograma?Todos nós aprendemos a pedir PT, TTPA e fibrinogênio.Mas a pergunta é:...
29/06/2026

🩸 Você realmente sabe interpretar um coagulograma?

Todos nós aprendemos a pedir PT, TTPA e fibrinogênio.

Mas a pergunta é:

Você sabe exatamente o que cada exame está avaliando?

A coagulação não é um processo aleatório. Ela segue uma sequência organizada de ativação dos fatores, e cada exame “enxerga” uma parte diferente dessa cascata.

É por isso que interpretar apenas um resultado alterado, sem entender a fisiologia por trás, pode levar a diagnósticos equivocados e condutas inadequadas.

Neste infográfico, organizei de forma simples e visual:

✔️ A cascata da via extrínseca (PT)

✔️ A cascata da via intrínseca (TTPA)

✔️ O papel do fibrinogênio (Fator I) na formação do coágulo

✔️ Como correlacionar cada exame com a prática clínica

Meu objetivo é transformar um tema que costuma parecer complicado em algo lógico e fácil de lembrar.

💬 Agora quero saber de você:

Qual exame costuma gerar mais dúvida na interpretação: PT, TTPA ou Fibrinogênio?

Responda nos comentários. As próximas publicações da série serão baseadas nas dúvidas mais frequentes.

📌 Salve este post. Tenho certeza de que você vai consultá-lo mais de uma vez durante a rotina clínica.

🔵 AZUL DE METILENO NO CHOQUE SÉPTICO: MODA OU FERRAMENTA PROMISSORA?Uma revisão sistemática publicada em 2024 avaliou 6 ...
21/06/2026

🔵 AZUL DE METILENO NO CHOQUE SÉPTICO: MODA OU FERRAMENTA PROMISSORA?

Uma revisão sistemática publicada em 2024 avaliou 6 estudos randomizados envolvendo pacientes com choque séptico e encontrou resultados bastante interessantes.

Os pacientes que receberam Azul de Metileno apresentaram:

✔ Menor mortalidade de curto prazo
✔ Menor tempo de uso de vasopressores
✔ Aumento da pressão arterial média
✔ Menor tempo de internação hospitalar

O racional fisiopatológico faz sentido: durante a sepse ocorre produção excessiva de óxido nítrico, levando à vasodilatação intensa e hipotensão refratária. O Azul de Metileno atua bloqueando essa via, ajudando a restaurar o tônus vascular.

Apesar dos resultados promissores, os autores reforçam que a qualidade da evidência ainda é considerada baixa e que estudos maiores são necessários antes de recomendações definitivas.

Na medicina veterinária, o Azul de Metileno continua sendo uma ferramenta interessante para discussão em pacientes com vasoplegia refratária e choque distributivo grave.

Você já utilizou Azul de Metileno em pacientes sépticos? Compartilhe sua experiência nos comentários. 👇

🦠❤️ Quando pensamos em sepse, normalmente imaginamos uma infecção grave, hipotensão e choque.Mas existe um órgão que fre...
19/06/2026

🦠❤️ Quando pensamos em sepse, normalmente imaginamos uma infecção grave, hipotensão e choque.

Mas existe um órgão que frequentemente sofre silenciosamente durante esse processo: o coração.

Durante a sepse, a resposta inflamatória desencadeia uma cascata de eventos envolvendo citocinas, óxido nítrico, estresse oxidativo e disfunção mitocondrial. O resultado? Um miocárdio menos eficiente, com redução da contratilidade, alterações do relaxamento ventricular e comprometimento da perfusão tecidual.

Essa condição é conhecida como Cardiomiopatia Séptica.

E o mais importante: ela pode ocorrer mesmo em pacientes sem histórico prévio de doença cardíaca.

Por isso, nem toda hipotensão em um paciente séptico significa falta de volume. Em muitos casos, o coração já não consegue gerar débito cardíaco suficiente para suprir as demandas metabólicas do organismo.

Reconhecer precocemente essa condição pode mudar completamente a estratégia terapêutica e o prognóstico do paciente.

🫀 A sepse não é apenas uma doença infecciosa.

🫀 É também uma síndrome cardiovascular.

E entender essa relação é fundamental para quem trabalha com emergência e terapia intensiva.

Você já suspeitou de cardiomiopatia séptica em algum dos seus pacientes?

🚨 Você ainda está prescrevendo fluidoterapia como fazia há 10 anos?A maioria dos veterinários aprende quando DAR fluidos...
18/06/2026

🚨 Você ainda está prescrevendo fluidoterapia como fazia há 10 anos?

A maioria dos veterinários aprende quando DAR fluidos.

Poucos aprendem quando PARAR.

E menos ainda sabem quando RETIRAR.

É exatamente por isso que muitos pacientes saem do choque… mas entram em sobrecarga hídrica.

🫁 Edema pulmonar
🩺 Congestão renal
💩 Edema intestinal
❤️ Disfunção cardíaca
🧠 Alterações neurológicas

O que salva um paciente na fase inicial pode prejudicá-lo horas ou dias depois.

Foi para responder esse problema que surgiu a 🌹 TEORIA DA ROSA:

🔴 Reanimação
🟠 Otimização
🟡 Estabilização
🟢 Evacuação

Uma mudança simples de raciocínio:

❌ “Quanto soro vou dar?”

✅ “Em qual fase meu paciente está?”

Porque cada fase exige uma estratégia completamente diferente.

E talvez essa seja uma das habilidades que mais diferenciam um clínico de um intensivista.

💧 Fluidos são medicamentos.

Possuem os 4 D’s
✔ Droga (qual fluido de Indicação)
✔ Dose (Quanto vou administrar)
✔ Duração (por quanto tempo vou manter)
✔ Descalonameto (Momento de suspensão, redução e de “secagem” do paciente)

Guarde esta frase:

🔥 “O melhor intensivista não é aquele que sabe quando dar fluidos. É aquele que sabe quando parar e quando retirar.”

Fluido é DROGA! Assim como antibiótico, aines e outros medicamentos, a escolha da fluido é respeito destas fases é fundamental!

Agora me conta:

👇 Você já utiliza a Teoria da ROSE na sua rotina ou ainda não conhecia esse conceito?

🚨 HIPOGLICEMIA: UMA EMERGÊNCIA QUE NÃO PODE SER IGNORADA!Fraqueza, tremores, ataxia, convulsões e até coma podem ter uma...
17/06/2026

🚨 HIPOGLICEMIA: UMA EMERGÊNCIA QUE NÃO PODE SER IGNORADA!

Fraqueza, tremores, ataxia, convulsões e até coma podem ter uma causa em comum: a redução da glicose sanguínea.

Embora frequentemente associada à superdosagem de insulina, a hipoglicemia possui inúmeras causas e pode estar relacionada a doenças hepáticas, endocrinopatias, sepse, insulinoma, desnutrição, falhas metabólicos e diversas outras condições potencialmente graves.

⚠️ O problema é que a evolução pode ser extremamente rápida.

O sistema nervoso central depende quase exclusivamente da glicose como fonte de energia e, quando os níveis caem drasticamente, o paciente pode desenvolver sinais neurológicos severos e irreversíveis.

Por isso, diante de qualquer paciente com:

🔹 Tremores
🔹 Fraqueza aguda
🔹 Alterações comportamentais
🔹 Ataxia
🔹 Convulsões
🔹 Coma

A glicemia deve fazer parte da avaliação inicial.

Neste carrossel reuni um guia completo sobre:

✅ Fisiopatologia
✅ Achados laboratoriais
✅ Diagnósticos diferenciais
✅ Exames de imagem
✅ Manejo clínico
✅ Cuidados definitivos
✅ Fluxograma de abordagem prática

Lembre-se:

📌 Nem toda convulsão é epilepsia.

📌 Nem toda fraqueza é doença neuromuscular.

📌 Nem toda hipoglicemia é causada por excesso de insulina.

O segredo está em reconhecer rapidamente, corrigir a glicemia de forma segura e identificar a causa primária.

💬 Qual a causa mais desafiadora de hipoglicemia que você já diagnosticou na rotina clínica?

👇 Compartilhe sua experiência nos comentários.

🔖 Salve este post para consultar durante os plantões.

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Caraguatatuba, SP

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