27/05/2021
Você conhece a Ataxia Espinocerebelar canina?
A ataxia espinocerebelar canina (SCA), também conhecida como ataxia hereditária, é uma doença neurodegenerativa progressiva sendo caracterizada por incoordenação da marcha, perda de equilíbrio, movimentos hipermétricos e espásticos. Essa condição pode estar associada a alterações dos potenciais evocados auditivos do tronco cerebral, miocimia, neuromiotonia e convulsões. Cães das raças Parson Russel Terrier, Fox Terrier e Jack Russell Terriers foram descritos com lesões características da enfermidade.
As ataxias hereditárias podem ser divididas em: (1) ataxia cerebelar de início precoce com degeneração primária de células granulares, sendo observada em filhotes com mais de 2 semanas de idade; (2) ataxia espinocerebelar de “início tardio” (LOA), com ataxia sem outros sinais clínicos, sendo associados à mutação no gene CAPN1, e (3) ataxia espinocerebelar com miocimia ou convulsões ou ambas (SAMS) associados a mutação no gene KCNJ10.
A mutação autossômica recessiva no gene KCNJ10 leva a ataxia e excitabilidade excessiva da membrana, resultando em disparos repetitivos de neurônios motores. A ataxia espinocerebelar associados a miocimia é caracterizada por movimentos involuntários da musculatura, com longos períodos de duração, neuromiotonia, hipertermia grave, fricção facial excessiva e convulsões. O prognóstico de cães com episódios neuromiotônicos é desfavorável, com sobrevida não mais que dois anos.
Dessa forma, o diagnóstico molecular é essencial de modo a identificar portadores e auxiliar na orientação de acasalamentos.
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