28/09/2026
O Ridden Horse Pain Ethogram (RHpE), desenvolvido por Sue Dyson e colaboradores, reúne 24 comportamentos observáveis no cavalo montado que auxiliam na identificação de possível dor musculoesquelética. Entre eles estão alterações na posição da cabeça, expressão ocular, orelhas, boca e língua, movimentação da cauda, mudanças de andamento, tropeços, alterações no galope e relutância em avançar.
Estudos demonstraram que a presença de ≥8 dos 24 comportamentos está associada a maior probabilidade de dor musculoesquelética. Mas atenção: um escore menor que 8 não exclui dor, e nenhum comportamento isolado deve ser interpretado como diagnóstico.
E é justamente aqui que essa ferramenta conversa com a biomecânica: observar o cavalo durante a tarefa permite perceber como ele responde à carga, ao equilíbrio, ao movimento, ao cavaleiro e ao equipamento.
O RHpE não nos diz onde está a dor. Ele nos ajuda a perceber que talvez exista algo que mereça ser investigado.
Inclusive, em cavalos avaliados antes e depois de anestesia diagnóstica para aliviar a dor, houve redução dos escores do RHpE após a intervenção, reforçando a relação entre esses comportamentos e a dor musculoesquelética.
🐎 Antes de chamar de resistência, observe.
Antes de aumentar a pressão, investigue.
O comportamento também faz parte da avaliação clínica.