28/08/2017
Vamos falar um pouco mais sobre as raças de cães, continuando a saga dos pastores, esse que tem origem francesa, o Pastor de Beauce.
Começando pela historia dele, descendente dos “cães de planície” que antigamente vigiavam os rebanhos da Bacia parisiense. Entre eles, os de pelo curto foram denominados, no final do século XIX, de Beaucerons. Os de pêlo longo se denominaram os Briards. E. Boulet (mais conhecido pelos seus Grifos do mesmo nome), instigador da raça, participou à criação de um Clube Francês do Cão de pastor em 1896. Em 1911, nasceu o Clube dos Amigos do Beauceron. Devido a suas marcas fogo nas extremidades dos membros, o Beauceron foi qualificado de “Bas Rouge” (Meias Vermelhas). A seleção do Beauceron hesitou muito tempo entre o trabalho com rebanho, as exposições, os concursos de guarda e de defesa. Todavia, mantiveram-se sobretudo fiéis ao tipo condutor de rebanho. Muito difundido na França, mas praticamente desconhecido no estrangeiro, exceto na Bélgica.
Temperamento, aptidões, educação
Fiel, corajoso, rápido, resistente, vigilante com uma presença
dissuasiva surpreendente. Incorruptível e desconfiado
com estranhos. Fiel a seu dono, manso com as crianças, só
consegue ser feliz no meio de uma família. É preciso saber
que ele se mostra dominador perante outro macho. Seu faro
de grande desempenho é utilizado desde a pistagem até a
busca de trufas. É um obediente atrevido, isto é um cão com
um comportamento direto, dinâmico, corajoso no trabalho
e ao mesmo tempo manejável e obediente.
Conselhos
Esse "gentilhomme campagnard" (Nobre camponês) rústico precisa de espaço e de exercício. Não pode viver em apartamentos. Não o prender. Não pode ficar fechado.
Precisa de uma educação estrita, de ordens, de uma atividade para despender sua energia. Sua maturidade é tardia. Duas a três escovações semanais chegam. Cortar regularmente os ergots.
Utilizações
Pastoreio de rebanho (ovinos e bovinos), cão de defesa, de guarda, exército, resgate, farejador e companhia.