Karina Mayo Bem-Estar Animal

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Karina Mayo Bem-Estar Animal Treinamento Positivo | Consultoria comportamental | Cat sitter | Cursos e treinamentos. Ambiente rico em estímulos mentais e físicos.

Conceito único em Manaus, coordenados por Karina Mayo, especialista em comportamento canino. Nossos serviços:

- Educação de Filhotes.
- Cat sitter (em domicílio) para gatos
- Consultoria Comportamental
- Mentoria
- Atividades

Às vezes, existe a expectativa de que o momento formal de treino consiga corrigir sozinho uma dificuldade que aparece ao...
15/09/2026

Às vezes, existe a expectativa de que o momento formal de treino consiga corrigir sozinho uma dificuldade que aparece ao longo de toda a rotina.

Mas comportamento não funciona separado do restante da vida do animal.

Uma aula pode ensinar uma habilidade, orientar um manejo, ajudar a família a compreender melhor uma situação e oferecer estratégias para trabalhar aquela dificuldade.

Ao mesmo tempo, o que acontece entre os encontros continua tendo peso: como o dia está organizado, quanto o animal descansa, quais situações se repetem, como o ambiente facilita ou dificulta determinadas respostas e se as orientações conseguem ser incorporadas à rotina.

Isso não significa que a família precise transformar o dia inteiro em treinamento.

Também não significa atribuir culpa quando uma dificuldade persiste.

Significa reconhecer que o trabalho comportamental acontece em um sistema maior. O profissional participa com avaliação, conhecimento técnico, planejamento, ensino e acompanhamento. A família participa trazendo essas mudanças para a vida cotidiana e mostrando o que funciona — ou não — naquele contexto.

Por isso, muitas vezes, melhorar um comportamento não depende de acrescentar mais treino.

Pode depender de reorganizar aquilo que acontece ao redor dele.

Grande parte do que oferecemos aos gatos parte de uma intenção legítima de cuidado.Compramos camas, arranhadores, caixas...
11/09/2026

Grande parte do que oferecemos aos gatos parte de uma intenção legítima de cuidado.

Compramos camas, arranhadores, caixas, brinquedos, organizamos a casa e buscamos formas de deixá-los mais confortáveis.

Mas existe uma pergunta que considero importante: aquilo que escolhemos funciona para o gato ou apenas parece adequado para nós?

Um recurso pode ser bonito e ainda assim estar em um local pouco interessante para aquele animal. Uma caixa sanitária pode ser prática para a rotina da casa, mas difícil de acessar ou pouco confortável para o gato. Um arranhador pode existir e simplesmente não atender à forma como ele prefere arranhar.

Também há situações em que o cuidado não depende de acrescentar alguma coisa, mas de oferecer mais possibilidade de escolha: permitir que o gato se afaste, preserve um esconderijo, descanse sem interrupção ou decida quando quer participar de uma interação.

Isso não significa que exista uma única casa “correta” para gatos, nem que todo produto escolhido pela estética seja inadequado.

Significa incluir outra perspectiva nas nossas decisões: além do que é bonito, prático ou confortável para nós, perguntar qual função aquilo tem para o animal que vai utilizar.

Às vezes, pequenos detalhes mudam bastante quando começamos a olhar o ambiente também pela perspectiva do gato.

Quando pensamos em atendimento comportamental, a parte mais visível é o encontro: o momento em que estou com o pet e con...
10/09/2026

Quando pensamos em atendimento comportamental, a parte mais visível é o encontro: o momento em que estou com o pet e conversando com a família.

Mas meu trabalho não começa necessariamente quando chego à casa ou quando a chamada online é aberta — e também não termina assim que o encontro acaba.

Dependendo do caso e do formato contratado, posso analisar informações do histórico, assistir a vídeos, organizar o que foi observado, definir prioridades, preparar orientações e estruturar o plano de treino.

Ao longo do acompanhamento, novos registros também podem mudar aquilo que precisa receber mais atenção. Um exercício pode precisar ser adaptado, uma hipótese revista ou uma dificuldade que não aparecia inicialmente pode se tornar relevante.

Há ainda casos em que preciso retomar literatura técnica, revisar um protocolo ou estudar uma situação específica antes de decidir o próximo passo.

Nem todo atendimento envolve exatamente as mesmas etapas. E esse é justamente um dos pontos importantes do trabalho comportamental: ele não é uma sequência pronta aplicada da mesma maneira para todos.

O encontro é uma parte importante do processo.

Mas existe trabalho de análise, planejamento e acompanhamento que nem sempre aparece para quem está olhando de fora.

Atendimento comportamental online não é simplesmente uma alternativa para quem mora longe.A distância pode ser um motivo...
04/09/2026

Atendimento comportamental online não é simplesmente uma alternativa para quem mora longe.

A distância pode ser um motivo para utilizá-lo, mas não é o que define se esse formato faz sentido.

Em alguns casos, inclusive, a ausência física do profissional pode ser útil para a avaliação. A entrada de uma pessoa desconhecida na casa pode modificar o comportamento do animal e mudar justamente a situação que queremos conhecer.

Isso não significa que eu observe tudo apenas durante uma chamada de vídeo.

O trabalho pode reunir histórico, rotina, ambiente, relatos da família e registros de situações específicas. Vídeos são uma ferramenta importante nesse processo — e também podem ser solicitados quando o acompanhamento é presencial.

O formato online ainda permite acompanhar o que acontece na ausência dos tutores, observar interações e ajustar o planejamento conforme o caso evolui.

Por outro lado, existem situações em que o presencial é mais indicado ou em que um acompanhamento prático no ambiente precisa fazer parte do processo.

Por isso, eu não penso em online como uma versão simplificada do presencial, nem em presencial como automaticamente superior.

A escolha depende do caso, do que precisa ser observado e do tipo de suporte que aquela família e aquele animal precisam.

Trabalhar com comportamento de cães e gatos não é aplicar o mesmo raciocínio e apenas trocar a espécie.Trabalhar com com...
01/09/2026

Trabalhar com comportamento de cães e gatos não é aplicar o mesmo raciocínio e apenas trocar a espécie.

Trabalhar com comportamento de cães e gatos não é aplicar o mesmo raciocínio e apenas trocar a espécie.

Existem princípios de aprendizagem que podem ser utilizados com diferentes animais, mas a análise do comportamento precisa considerar muito mais do que isso.

Cães e gatos têm repertórios e formas de comunicação diferentes, além de necessidades ambientais e características sociais que precisam ser compreendidas considerando cada espécie e cada indivíduo.

Isso muda o que eu observo em uma avaliação.

Um afastamento, uma aproximação, uma mudança de postura ou a forma como o animal utiliza o ambiente só fazem sentido quando analisados dentro daquele contexto e considerando a espécie e o indivíduo.

Também é importante olhar para o outro lado da relação: nós, humanos, costumamos ter expectativas diferentes em relação a cães e gatos. E essas expectativas podem interferir bastante na forma como avaliamos e descrevemos um comportamento como “normal”, “problemático”, “carinhoso”, “teimoso” ou “agressivo”.

Por isso, uma pergunta acompanha boa parte do meu trabalho:

“O que este comportamento significa para este animal, desta espécie, neste contexto?”

É a partir daí que a análise começa.

Quando chega um filhote, é fácil surgir a sensação de que existe pouco tempo para ensinar tudo.Conhecer pessoas, cães, l...
28/08/2026

Quando chega um filhote, é fácil surgir a sensação de que existe pouco tempo para ensinar tudo.

Conhecer pessoas, cães, lugares, sons, objetos, aprender comportamentos, acostumar-se a manejos, passear, ficar sozinho, descansar...

Tudo parece urgente.

Mas desenvolvimento não funciona como uma lista em que basta marcar cada experiência como concluída.

Aprender exige repetição, oportunidades adequadas e, muitas vezes, tempo. Além disso, duas experiências aparentemente iguais podem ser vividas de maneiras muito diferentes por dois filhotes.

Por isso, quantidade não é o único critério.

Às vezes, uma boa experiência é se aproximar. Em outras, é apenas observar. Pode ser manter distância, escolher não interagir ou conseguir se afastar e depois se reorganizar.

Pausa e recuperação também importam.

E algumas habilidades não precisam estar “prontas” nos primeiros meses. Elas continuarão sendo construídas conforme o cão cresce, muda e acumula novas experiências.

A fase de filhote é importante, mas ela não precisa ser tratada como uma corrida.

O objetivo é construir aprendizagem e experiências com critério — não cumprir o maior número possível de tarefas antes que a infância termine.

Quando pensamos em brincadeira, ainda é muito comum associá-la apenas a “gastar energia”.Mas brincar pode ter funções be...
25/08/2026

Quando pensamos em brincadeira, ainda é muito comum associá-la apenas a “gastar energia”.

Mas brincar pode ter funções bem mais amplas.

Durante uma brincadeira, o cão pode explorar movimentos, experimentar diferentes formas de interação, responder ao que o outro faz, interromper, retomar e lidar com pequenas mudanças no que está acontecendo.

Quando a brincadeira acontece com o tutor, ela também pode fazer parte da relação e, em alguns contextos, ser utilizada dentro do próprio treino.

Isso não significa que toda brincadeira tenha a mesma função ou que todos os cães precisem brincar da mesma maneira.

Há cães que gostam de perseguir objetos, outros preferem interações corporais, farejar, procurar, puxar ou explorar. Há também diferenças importantes de intensidade, duração e preferência por parceiros.

Por isso, brincar não é simplesmente oferecer uma atividade e esperar que ela funcione para qualquer cão.

Também aqui vale observar o indivíduo: o que ele procura, como participa, quando quer continuar e quando precisa parar.

Brincadeira pode ser lazer, interação, exploração e também uma oportunidade de aprendizagem — sem precisar ser reduzida a uma forma de cansar o cão.

Quando uma família me procura por um comportamento específico, eu não observo apenas o momento em que ele acontece.Quero...
22/08/2026

Quando uma família me procura por um comportamento específico, eu não observo apenas o momento em que ele acontece.

Quero entender também como aquele animal vive o restante do dia.

Onde descansa. Como acessa água e alimento. Quanto tempo permanece sozinho. Como são organizados os passeios. Onde elimina. Quais espaços consegue utilizar. Quem está em casa em cada período. O que acontece antes dos momentos de maior dificuldade.

Esses detalhes podem parecer apenas questões de organização, mas fazem parte do contexto em que o comportamento é construído e mantido.

Uma rotina pode facilitar descanso, previsibilidade e acesso adequado às necessidades do animal. Também pode, sem intenção, aumentar disputa, frustração, excitação ou dificuldade para se afastar de determinadas situações.

Por isso, nem todo trabalho comportamental começa ensinando um novo comportamento.

Às vezes, uma parte importante da intervenção é compreender como ambiente e rotina estão organizados e ajustar o que está tornando aquele cotidiano mais difícil.

No início de um acompanhamento, é natural que a família chegue com uma expectativa: passear em determinado lugar, recebe...
18/08/2026

No início de um acompanhamento, é natural que a família chegue com uma expectativa: passear em determinado lugar, receber visitas, conviver melhor com outros animais, permanecer sozinho ou conseguir lidar com alguma situação que hoje é difícil.

Esses objetivos são importantes. Mas eles não precisam permanecer iguais durante todo o processo.

À medida que conhecemos melhor o animal, podemos entender com mais clareza o peso do histórico, da saúde, do ambiente, das experiências anteriores e do estado emocional naquele comportamento.

E isso pode mudar a forma como avaliamos progresso.

Em alguns casos, uma resposta menos intensa já representa uma mudança importante. Em outros, o animal passa a se recuperar mais rapidamente, consegue permanecer confortável por mais tempo ou amplia gradualmente as situações com as quais consegue lidar.

Nada disso significa abandonar objetivos ou considerar que o treino “não funcionou”.

Significa avaliar o processo pelo que ele produz na vida daquele indivíduo — e não apenas pela distância entre ele e uma expectativa definida antes mesmo de conhecermos todas as variáveis do caso.

O objetivo do trabalho comportamental não é fazer todos os animais chegarem ao mesmo lugar. É construir, de forma individualizada, mais possibilidades, segurança, funcionalidade e bem-estar.

Existe uma diferença importante entre ter contato com o mundo e precisar interagir com tudo o que aparece nele.Um filhot...
14/08/2026

Existe uma diferença importante entre ter contato com o mundo e precisar interagir com tudo o que aparece nele.

Um filhote pode aprender muito ao observar uma pessoa sem cumprimentá-la, passar por outro cão sem brincar ou conhecer um ambiente mantendo uma distância em que ainda se sente confortável.

Isso também vale para o toque. Socialização não significa que o filhote precise ser manipulado por todas as pessoas para aprender a conviver com elas.

Quando a interação vira uma obrigação, podemos aumentar a dificuldade de uma situação que poderia ter sido apenas uma experiência tranquila de observação.

Por isso, além de pensar em quantas experiências o filhote tem, eu observo como ele vive essas experiências: se consegue explorar, manter distância quando precisa, responder ao ambiente e se recuperar depois.

Um filhote socialmente competente não precisa querer contato com tudo e com todos.

Ele também precisa aprender que pode observar, passar adiante e seguir a vida com segurança.

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